quinta-feira, 22 de novembro de 2012

Procurador é ameaçado após pedido para retirar “Deus seja louvado” do Real

O procurador Jefferson Aparecido Dias, afirma que tem sido ameaçado por cristãos que não concordam com o pedido que ele fez para que o Banco Central deixe de emitir notas com a frase “Deus seja louvado”.
Através de e-mails, o diretor da Procuradoria Regional dos Direitos do Cidadão (PRDC), que se declara católico, vem recebendo ameaças de morte. “Eu estou sendo ameaçado por causa dessa ação, por cristãos. Recebi alguns e-mails com ameaças, em nome de Deus”, diz.
“Acho um pouco de hipocrisia do religioso que usa um discurso, mas não usa uma prática condizente. Eu tenho uma religiosidade, a minha, mas acho que o Estado não pode ter religiosidade. Cada cidadão tem direito de optar pela sua”.
Nessa entrevista Jefferson Dias comenta que o pedido foi feito por ateu e ele como diretor do PRDC precisa investigar todos os casos que lhe são repassados e a partir daí tomar as devidas providências.
A pessoa entrou com ação dizendo que a frase “Deus seja louvado” afetava sua liberdade religiosa, como explica o procurador que assumiu o caso: “Ela relata que se sentia afetada na sua liberdade religiosa pelo fato dela não crer em Deus e ter que conviver com a manifestação estatal de predileção por uma religião.”
Apesar das críticas que ele tem recebido até mesmo do presidente do Senado, José Sarney, que solicitou a inclusão da frase na nota em 1986 quando era presidente da República, Jefferson Dias tem recebido muitos elogios pela iniciativa e enaltece outros trabalhos da PRDC para responder a frase do ex-presidente que disse que a ação “era falta do que fazer”.
“Nós conseguimos obrigar o governo federal a fornecer remédios para o AVC (acidente vascular cerebral), em abril desse ano. Temos uma ação contra a Anac (Agência Nacional de Aviação Civil) para que ela obrigue as empresas aéreas a transportar cadeiras de rodas sem custo, porque ela cobra”, cita o procurador. (Redação Portal Terra)



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