Falta de energia elétrica, problemas estruturais, realização de obras, pane elétrica, falha em equipamentos e rompimento de rede foram as causas mais comuns para as falhas na distribuição de água nesse período. A razão mais corriqueira, representando aproximadamente 80% do total, é a realização de obras na rede, que acabam paralisando o abastecimento – geralmente aos finais de semana.
Segundo a assessoria de imprensa da Sanepar, as paradas em decorrência de obras são consideradas “programadas”. A assessoria explica que em Curitiba diversas interrupções ocorrem devido à revitalização da Estação de Tratamento de Água (ETA) Iguaçu, orçada em R$ 40 milhões. “Mas as obras serão interrompidas durante o verão para não afetar a distribuição de água. Em março o cronograma deve ser retomado”, informa.Interior
Em Palmeira, nos Campos Gerais, no início de dezembro rompimentos na rede de distribuição deixaram centenas de moradores desabastecidos. A Sanepar afirma que está realizando obras de reforço no sistema, o que vai afetar a distribuição de água em três bairros. Embora a população reclame de que as interrupções têm ocorrido com frequência nos últimos meses, a expectativa, segundo a Sanepar, é de que em menos de 30 dias o reparo esteja concluído e a distribuição, normalizada.
Situação diferente vive Londrina, no Norte do estado. Desde o início do mês estão ocorrendo racionamentos no município. De acordo com a companhia, a falta de chuvas significativas e as temperaturas elevadas têm provocado aumento no consumo e reduzido o volume dos reservatórios.
O problema é reflexo do atraso na duplicação do sistema de captação de água do Rio Tibagi. Hoje, são produzidos 175 milhões de litros por dia, o que não é suficiente para atender a população em dias mais quentes, quando a demanda ultrapassa a produção em 30%. Com o rodízio, cerca de 15 mil famílias em 80 bairros ficam sem água diariamente.
Para evitar os racionamentos, a obra de duplicação do sistema deveria ter ficado pronta no ano passado. Mas os recursos financeiros federais, de R$ 83 milhões, foram liberados em 2011 e a obra só será entregue em 2014. Como medida emergencial, dois poços devem entrar em operação ainda neste mês.
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