quarta-feira, 19 de dezembro de 2012

Paraná tem três cortes de água a cada dia

IMAGEM ILUSTRATIVAOs cortes no fornecimento de água que atingem a região de Londrina há duas semanas chamaram a atenção para um problema que ocorre em todo o estado. Uma média de três interrupções diárias no abastecimento de água foi registrada no Paraná nos últimos 47 dias. Levantamento feito no site da Companhia de Saneamento do Paraná (Sanepar) revela que de 1.º de novembro a 17 de dezembro ocorreram 173 suspensões no abastecimento, em 75 cidades do estado.
Falta de energia elétrica, problemas estruturais, realização de obras, pane elétrica, falha em equipamentos e rompimento de rede foram as causas mais comuns para as falhas na distribuição de água nesse período. A razão mais corriqueira, representando aproximadamente 80% do total, é a realização de obras na rede, que acabam paralisando o abastecimento – geralmente aos finais de semana.
Segundo a assessoria de imprensa da Sanepar, as paradas em decorrência de obras são consideradas “programadas”. A assessoria explica que em Curitiba diversas interrupções ocorrem devido à revitalização da Estação de Tratamento de Água (ETA) Iguaçu, orçada em R$ 40 milhões. “Mas as obras serão interrompidas durante o verão para não afetar a distribuição de água. Em março o cronograma deve ser retomado”, informa.

Interior
Em Palmeira, nos Campos Gerais, no início de dezembro rompimentos na rede de distribuição deixaram centenas de moradores desabastecidos. A Sanepar afirma que está realizando obras de reforço no sistema, o que vai afetar a distribuição de água em três bairros. Embora a população reclame de que as interrupções têm ocorrido com frequência nos últimos meses, a expectativa, segundo a Sanepar, é de que em menos de 30 dias o reparo esteja concluído e a distribuição, normalizada.
Situação diferente vive Londrina, no Norte do estado. Desde o início do mês estão ocorrendo racionamentos no município. De acordo com a companhia, a falta de chuvas significativas e as temperaturas elevadas têm provocado aumento no consumo e reduzido o volume dos reservatórios.
O problema é reflexo do atraso na duplicação do sistema de captação de água do Rio Tibagi. Hoje, são produzidos 175 milhões de litros por dia, o que não é suficiente para atender a população em dias mais quentes, quando a demanda ultrapassa a produção em 30%. Com o rodízio, cerca de 15 mil famílias em 80 bairros ficam sem água diariamente.
Para evitar os racionamentos, a obra de duplicação do sistema deveria ter ficado pronta no ano passado. Mas os recursos financeiros federais, de R$ 83 milhões, foram liberados em 2011 e a obra só será entregue em 2014. Como medida emergencial, dois poços devem entrar em operação ainda neste mês.

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