Foram expedidos quatro mandados de prisão e outros quatro de busca e apreensão em Andirá. A PF deflagrou a operação após mais de seis meses de investigação e observação da logística usada pela quadrilha, fornecedora de entorpecentes em Andirá, região e parte de São Paulo.
Durante as investigações, seis traficantes já haviam sido detidos e mais de 270 quilos de drogas apreendidos. Os criminosos compravam os entorpecentes em Foz do Iguaçu, Naviraí (MS), Paraguai e traziam até Andirá, onde havia a distribuição do material para venda. Grande parte dos envolvidos são parentes e Branco também é conhecido como Primo, por isso o nome da operação.
O homem era o principal financiador do esquema e inclusive injetava dinheiro para cobrir possíveis perdas. O delegado da Polícia Federal (PF), Elvis Secco, informou que os carros da garagem de Primo eram usados como moeda de troca por drogas, especialmente caminhonete e sedans, veículos preferidos pelos traficantes pela facilidade de venda posterior.
Durante as investigações, a PF apreendeu cerca de 270 quilos de drogas
A PF apreendeu os carros do estabelecimento comercial, modelos fabricados entre os anos de 2004 e 2012. Será feito o pedido de leilão antecipado para que eles sejam vendidos e os recursos sejam revertidos para o fundo de aparelhamento da polícia. Secco acredita que sem os veículos, a quadrilha fica sem poder de compra de entorpecentes.
O chefe operacional da quadrilha, que negociava as drogas, já estava detido, mas também houve a expedição de seu mandado de prisão dentro da operação desta quinta-feira. As investigações mostram que a quadrilha já executava serviços em Andirá há vários anos. O delegado destacou que a PF investiga as cidades pequenas e está atenta à movimentação de drogas.
O negócio ilícito movimentava de R$ 50 mil a R$ 100 mil por mês. Em uma das últimas apreensões realizadas de drogas pertencentes à quadrilha, vários tabletes foram encontrados em tonéis, escondidos em uma mata de Andirá.
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