quinta-feira, 17 de janeiro de 2013

Dono de hospital em Campo Mourão é acusado de expulsar pacientes sem terem recebido alta

Pacientes internados na Central Hospitalar de Campo Mourão (a 93 quilômetros de Maringá) acusam um médico de expulsá-los sem terem recebido alta. As denúncias são contra Francisco Fernandes Claudino, proprietário do imóvel, onde funciona a unidade. O advogado do hospital nega as acusações e diz que uma enfermeira foi agredida.
O filho de uma paciente relata que a mãe estava internada havia três dias na unidade e que na manhã de sexta-feira passada, por volta das 11 horas, teve o soro retirado, sem ter recebido alta do médico responsável pelo caso.
"Ele (Claudino) mandou todo mundo embora. Minha mãe não pode ir embora, porque descobriu um problema grave na cabeça", contou Luiz Euclides Rosa à TV Carajás, de Campo Mourão. Segundo ele, a alta da mãe, Domingas Meire Rosa, só estava prevista para as 18 horas.
Outro paciente, Daniel Ribeiro, também afirma que foi expulso da Central Hospitalar. Ele foi internado com uma bactéria na perna direita. "Eu estava medicado, mas o doutor Claudino disse: ‘Você está de alta, não quero saber, some daqui’.", destaca.
A notícia da alta dos pacientes provocou confusão. Houve bate-boca entre Euclides e Claudino. A discussão foi registrada pela equipe de tevê local. Euclides reclamou com o médico que a mãe havia recebido alta sem ter sido avaliada. Claudino rebate e diz que ele não é responsável por dar alta aos pacientes. m, eu vou pra outra cidade, não preciso dessa b... aqui não", responde Euclides.
O advogado do hospital, João Alves da Cruz, contesta e afirma que nenhum paciente foi expulso do hospital e nem deixou a unidade sem ter recebido alta. Segundo ele, uma enfermeira da recepção levou um tapa do rosto do acompanhante de uma paciente antes do bate-boca no corredor, que foi gravado pela reportagem. (Redação O Diário, com informações e imagens da CATVE)

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