sexta-feira, 4 de janeiro de 2013

Médico do pronto socorro da Santa Casa de Uraí é acusado de omissão de socorro a uma criança

Na madrugada de quinta feira (3), por volta de 0h45, à equipe de serviço da Policia Militar de Uraí (22 Km de Cornélio Procópio), formada pelos soldados Bertolazo e Anderson, foi solicitada pela assistente social do município, Neude R. Francisco, que se encontrava na Santa Casa daquela cidade e passou a relatar que foi até ao pronto socorro por volta das 0h10, levar uma criança da Casa Lar que estava passando mal.  
No local foi solicitado o atendimento médico, que de imediato as enfermeiras informaram o caso ao plantonista, o Dr. Eduardo Figueiredo, que se encontrava sozinho em sua sala, pois ao ser chamado por diversas vezes pelas enfermeiras e também pela solicitante, foi aparecer após uns trinta minutos para prestar o atendimento.
Sem examinar a criança e resmungando muito, disse a seguinte frase: “isso não é hora de trazer ninguém para consulta.  A consulta se faz durante o dia”. Em seguida deu o diagnostico, informando que a criança não tinha nada, liberando a paciente sem receitar qualquer remédio ou mesmo fazer qualquer recomendação.
Em seguida a solicitante saiu com a criança que continuava a passar mal com muitas dores e ao chegar a Casa Lar começou vomitar e veio a desfalecer.
Em virtude da situação, a menor foi levada novamente ao Pronto Socorro da  Santa Casa, onde foi solicitado o apoio da Polícia Militar e somente assim ela foi atendida pelo referido medico.  
Figueiredo informou aos policiais que já tinha medicado a paciente e que a solicitante estaria ali somente para fazer tumulto.
Devido ao quadro clínico que a criança apresentava, o medico prescreveu os medicamentos e pediu para uma enfermeira aplicar os procedimentos prescritos.
Indagado por um policial sobre o motivo do mau atendimento, este retrucou dizendo que o serviço dos policiais seria patrulhar as ruas e não ficar ali no hospital e que era pra eles cuidarem dos seus serviços, porquê do serviço dele ele cuidaria.
Diante dos fatos, o Dr. Eduardo Garcia Figueiredo foi advertido e a solicitante foi orientada aos procedimentos cabíveis, onde foi confeccionado o Boletim de Ocorrência nº 2013/5908.    
Uma equipe de reportagem de Uraí tentou falar com o Dr. Eduardo Figueiredo, mas até o momento do fechamento desta matéria, não obtiveram um retorno da sua versão para o ocorrido. (Redação Walter Lozano)

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