O chorume, também chamado por líquido percolado, é um líquido poluente, de cor escura e odor nauseante, originado de processos biológicos, químicos e físicos da decomposição de resíduos orgânicos. Esses processos, somados com a ação da água das chuvas, se encarregam de lixiviar compostos orgânicos presentes nos lixões para o meio ambiente.
Foi observado também que depois que a SANEPAR começou a gerenciar o aterro, a estrada rural que serve para escoar a safra das propriedades rurais vizinhas, está sendo gravemente prejudicada. Com a descida desta enxurrada com chorume uma valeta está sendo criada na estrada. Já é possível ver as suas marcas com apenas três meses da mudança na paisagem.
A esteira que fazia a separação do lixo reciclado está abandonada o lixo não está mais sendo separado. Nenhum trabalhador da reciclagem que sobrevivia da separação de lixo estava no local.
Em setembro de 2012, o IBAMA multou SANEPAR em R$ 38 milhões por despejar esgoto não tratado no Rio Iguaçu, um dos maiores do Estado. A multa foi em consequência da operação Água Grande, da Polícia Federal, que também indiciou trinta gestores da empresa por crime ambiental e estelionato.
Além disso, as investigações apontaram irregularidades no funcionamento das 225 estações de tratamento de esgoto da SANEPAR. Para PF e IBAMA, 20% delas podem ser consideradas clandestinas, por não possuírem licença ambiental para funcionamento.
A SANEPAR rebateu as acusações, alegando ser uma manobra política em meio às eleições para a prefeitura da capital.
Responsável pelo abastecimento de água para a cidade de Cornélio Procópio, a SANEPAR tem um contrato de 30 anos ao que se refere à coleta de lixo, programas de saneamento básico e a administração do aterro sanitário e usina de reciclagem.
Este contrato foi aprovado na gestão passada da Câmara de Vereadores em meio a manifestações de repúdio e contra a vontade do atual prefeito que questionou e ainda questiona a lei imposta pelos membros do legislativo, onde alguns ainda permanecem no cargo devido serem reeleitos na última campanha eleitoral.
A agressão ao meio ambiente por uma empresa estatal que se utiliza dos recursos naturais para obter lucro é algo realmente absurdo. A água é nosso principal patrimônio e pertence ás futuras gerações. O que se espera é que desta vez a SANEPAR quebre o silêncio e responda sobre esta irresponsabilidade com aqueles que pagam caro por seus serviços, como também a ação imediata dos órgãos que protegem o meio ambiente, as autoridades administrativas e o poder legislativo de Cornélio Procópio.
(Imagens e reportagem de Odair Matias – Blog Sem Censura, com informações do Portal UOL e redação Anuncifácil)
Nenhum comentário:
Postar um comentário