O anúncio oficial da troca de comando no Meio Ambiente pode acontecer ainda nesta semana, depois que Richa conversar com o atual secretário Jonel Iurk e com representantes do PP – partido que o indicou para o cargo.
Nos bastidores, especula-se desde o ano passado que a reforma do secretariado teria como principal objetivo garantir mais espaço para o PMDB em troca de uma aliança em 2014. Mas o projeto do governador de contar com os peemedebistas vem sofrendo resistências em função da atuação do senador Roberto Requião e do ex-governador Orlando Pessuti. O primeiro é desafeto declarado do tucano. Já Pessuti, recebeu convite de Richa para assumir a presidência Sanepar, mas também flerta com o PT de Gleisi Hoffmann uma diretoria na Usina de Itaipu.
“Independente da posição de cada um, do Cheida ou do Pessuti, a bancada continua unida. Mantemos o apoio ao governo, mas não tem como definir nada agora sobre as eleições de 2014”, afirma o deputado estadual Caíto Quintana (PMDB). “Esta situação [de Pessuti negociar tanto com o governo estadual quanto com o federal] expõe e constrange a bancada. Não podemos ser usados como moeda de troca”, completou Caíto.
Cheida afirmou que não há garantia de apoio em 2014, mas reconhece que a entrada no governo aproxima o partido de Richa. “Não está condicionado [a ida para o Meio Ambiente] ao apoio [do PMDB em 2014], mas não podemos deixar de ver isso como um estreitamento de laços”, explicou Cheida.
Reunião
O convite formal para Cheida ingressar no governo ocorreu ontem, em uma reunião de mais de uma hora entre o deputado e o governador. Cheida afirmou que apresentou quatro projetos que pretende implantar na secretaria nos próximos 12 meses: “Maior agilidade nos processos de licenciamento ambiental; execução de uma política de resíduos sólidos condizente com a legislação federal, que determina o fim dos lixões até o final de 2014; e a implantação do pagamento por serviços ambientais e de um programa de recursos hídricos através da gestão por bacias hidrográficas”, disse ele.
Um dos entraves para o acerto de Cheida no governo era o Instituto Ambiental do Paraná (IAP), vinculado à secretaria. O peemedebista queria carta-branca para mudar diretores do IAP, mas o governo não cedeu. “Não poderia exigir a indicação da presidência do IAP, mas quero ter autonomia para executar políticas da secretaria”, disse. Com a saída de Cheida para o governo, quem assume a cadeira de deputado estadual é o radialista Luiz Carlos Martins (PSD).
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