Segundo o presidente da União de Associação de Moradores de Ponta Grossa (UAMPG), Paulo Sérgio dos Santos, a sensação de insegurança motivou a participação de vizinhos na Vila Santana. “Foi uma ideia que nasceu na Vila Santana e que ganhou a adesão de novos bairros, já que a UAMPG carrega a bandeira aos 202 associados. Em cada nova posse pregamos o lema e frisamos a importância de se pensar na segurança pública”, diz. Na Vila Santana, não há uma placa que identifique que determinada família faz parte do ‘Vizinho Solidário’. Os moradores apenas formam uma rede de cooperação na tentativa de evitar a criminalidade na região. Morador da vila há quatro anos, Mairdo José de Oliveira, proprietário de uma panificadora, reforça que é necessário a união de todos. “Nós fazemos o máximo que podemos pelos nossos vizinhos. Ficamos de olho em qualquer atitude suspeita. É claro que não podemos ficar olhando pela casa do lado ou da frente a todo o momento, mas fazemos dentro do possível”, diz.
Com o objetivo de incrementar a segurança da vila, Santos diz que reivindicou ao secretário Municipal de Cidadania e Segurança Pública, Ary Lovato, a instalação de uma câmera de monitoramento dentro do pátio da Associação dos Moradores da Vila Santana. “Discutimos os caminhos para que nosso pedido seja atendido junto ao secretário Ary Lovato para que o bairro tenha monitoramento em uma área de 300 a 400 metros”, diz. Para ele, é preciso mostrar que a sociedade está unida no combate à criminalidade. “A sensação de impunidade é muito grande, portanto é preciso que o bandido saiba que ele pode ser monitorado”, reforça.
Troca de informações
Em outro bairro da cidade, na região de Uvaranas, vizinhos também apostam na troca de informações para inibir os arrombamentos. “Aqui na nossa rua procuramos saber quem são os vizinhos, no que trabalham, quantas pessoas integram a família, se vão viajar, se ficarão fora no final de semana. Em qualquer atitude suspeita podemos chamar a polícia”, diz Ana Paula Macedo, do Jardim Gianna.
Já no Jardim América, outro bairro da cidade, vizinhos também se uniram após uma série de assaltos, que incluíram situações de cárcere privado e assalto a mão armada. Segundo a presidente da Associação dos Moradores do Alphaville e Jardim América, Débora Maceno Hashimoto, após a série de assaltos vizinhos resolveram se unir e a implantar o projeto que, segundo ela, ainda precisa ser aprimorado. Foram instaladas câmeras de monitoramento em posições estratégicas de algumas residências. “São equipamentos com melhor resolução para captar as placas de carros”, diz. Além disso, há uma rede de comunicação entre os vizinhos, com a troca de números de telefone, endereço de e-mail, entre outros. “Sabemos quando o vizinho vai viajar e, em qualquer ato suspeito, acionamos a polícia”, diz. A ideia ainda é de instalar sirenes no bairro. Até o momento, conforme Débora, já são 80 casas identificadas com a placa ‘Projeto Vizinhos Solidários’. “Desde que o projeto foi implantando já é possível notar uma redução nos furtos e roubos”, comemora Débora. (Redação O Diário dos Campos)
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