segunda-feira, 18 de março de 2013

Samu atende três casos de coma alcóolico, entre eles, duas vítimas eram adolescentes

Segundo a enfermeira Fernanda do SAMU, os socorristas foram chamados por volta das 16h10 de sexta feira (15), para atenderem um adolescente que teria exagerado na bebida durante um churrasco com os amigos.
Os referidos “amigos” haviam retirado o jovem do local que faziam o tal churrasco e o abandonaram em uma residência no Jardim Panorama totalmente alcoolizado.
Chegando ao local, os socorristas encontraram a vítima apresentando coma alcóolico, sendo amparado por outro conhecido que não tinha informações de onde o adolescente morava e quem seriam seus pais.
O jovem foi levado para o pronto socorro da Santa Casa, onde permaneceu internado.
Esta foi à terceira ocorrência de coma alcóolico atendido pelo SAMU durante a sexta feira. Horas antes os socorrista recolheram um senhor de idade em frente um supermercado na área central da cidade e outro adolescente que também participava de uma festa.
De acordo com o Dr. Ronaldo Ramos Laranjeira, médico psiquiatra, phD em Dependência Química na Inglaterra e professor de Psiquiatria na Faculdade de Medicina da Universidade Federal de São Paulo o alcoolismo nunca foi problema exclusivo dos adultos. Pode também acometer os adolescentes. Hoje, no Brasil, causa grande preocupação o fato de os jovens começarem a beber cada vez mais cedo e as meninas, a beber tanto ou mais que os meninos. Pior, ainda, é que certamente parte deles conviverá com a dependência do álcool no futuro.
Para essa reviravolta em relação ao uso de álcool entre os adolescentes, que ocorreu bruscamente de uma geração para outra, concorreram diversos fatores de risco. O primeiro é que o consumo de bebida alcoólica é aceito e até estimulado pela sociedade. Pais que entram em pânico quando descobrem que o filho ou a filha fumou maconha ou tomou um comprimido de ecstasy numa festa, acham normal que eles bebam porque, afinal, todos bebem.
Sem desprezar os fatores genéticos e emocionais que influem no consumo da bebida – o álcool reduz o nível de ansiedade e algumas pessoas estão mais propensas a desenvolver alcoolismo –, a pressão do grupo de amigos, o sentimento de onipotência próprio da juventude, o custo baixo da bebida, a falta de controle na oferta e consumo dos produtos que contêm álcool, a ausência de limites sociais colaboram para que o primeiro contato com a bebida ocorra cada vez mais cedo.
Não é raro o problema começar em casa, com a hesitação paterna na hora de permitir ou não que o adolescente faça uso do álcool ou com o mau exemplo que alguns pais dão vangloriando-se de serem capazes de beber uma garrafa de uísque ou dez cervejas num final de semana.
Proibir apenas que os adolescentes bebam não adianta. É preciso conversar com eles, expor-lhes a preocupação com sua saúde e segurança e deixar claro que não há acordo possível quanto ao uso e abuso do álcool, dentro ou fora de casa. (Fonte: www.drauziovilela.com.br)



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