O professor José Reinaldo Merlin, um dos responsáveis pelo projeto, diz que "a agência terá papel fundamental no sentido de estimular a produção científica e tecnológica, além de incentivar a inovação e a geração de novos produtos, processos e soluções", afirma.
A agência vai atuar em duas grandes frentes: ajudar pessoas que precisam registrar algum produto no Instituto Nacional de Propriedade Industrial (Inpi) e criar uma incubadora de projetos inovadores.O professor Carlos Eduardo Ribeiro, também integrante do projeto, diz que a incubadora vai apoiar as ações de empreendedorismo dos alunos da UENP, com a criação de empresas juniores. Segundo ele, por meio da incubadora será possível abrir empreendimentos em diversas áreas, como computação, biologia e ciências agrárias.
Ribeiro defende que a incubadora seja montada o mais próximo possível das respectivas áreas de conhecimento na universidade para facilitar o andamento dos trabalhos. "Esses alunos estariam aqui com suas empresas e teriam a consultoria inicial dos professores até que possam andar com as próprias pernas e entrem para o mercado de trabalho, sem precisar ir para outra cidade'', afirma.
Na opinião de Ribeiro, a incubadora poderá ajudar a fixar os formandos das universidades regionais em suas cidades, evitando a evasão da inteligência. "Hoje, com a tecnologia da informação, você pode estar em um município pequeno, pagando menos impostos, tendo mais qualidade de vida e prestando serviços para o mundo inteiro", justifica.
Empresa júnior
A ideia de se criar uma empresa júnior na UENP nasceu bem antes do projeto da Aitec, mas a primeira experiência bem sucedida está completando um ano agora. A Setupjr Consultoria e Desenvolvimento foi fundada por um grupo de sete estudantes e atua na construção de sites, elaboração de aplicativos para celulares e criação de softwares para pequenas empresas, além de ministrar minicursos sobre a utilização de recursos tecnológicos.
O presidente da empresa júnior, Roberto Komessu Júnior, diz que a intenção dos estudantes era crescer aos poucos, "com os pés no chão", mas só no ano passado eles conseguiram dez clientes.
Uma das principais características da empresa júnior é cobrar um preço mais acessível dos clientes, em comparação às empresas convencionais. "A gente trabalha pela prestação de serviço e pelo aprendizado; hoje nós somos em sete membros, mas nenhum tem salário fixo", afirma Komessu.
O vice-presidente Roberto Elero Júnior diz que a empresa chegou a um estágio considerado tão bom que hoje não existe a possibilidade de ser fechada por falta de apoio ou de clientes.
Komessu e Elero, estudantes de Sistemas de Informação, se formam este ano e já pensam em ter seus próprios negócios quando deixarem a universidade, aproveitando a experiência que adquiriram na empresa júnior. A Setupjr, entretanto, deve continuar com a participação de outros estudantes. (Reportagem de Eli Araújo para Folha Web)
Informações sobre a empresa júnior Setupjr no site www.setupjr.com.br
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