Em seu perfil no Facebook, Beto Richa afirmou que a Aneel estaria repassando os gastos do acionamento de termelétricas “para várias concessionárias de energia”. Na verdade, o que a Aneel fez – como faz todos os anos – foi dar à Copel o direito de recuperar as despesas que a concessionária já teve com a compra de energia, inclusive das usinas térmicas. Se a estatal não aplicar o reajuste, vai absorver sozinha o aumento de custos.
Segundo a Aneel, a alta das despesas com a compra de energia teve impacto de oito pontos porcentuais no reajuste médio de 14,61%. Os custos subiram em parte pela alta do dólar, que encareceu a eletricidade comprada de Itaipu. Mas o principal fator de pressão veio do uso intensivo de termelétricas. Como a geração de energia térmica é mais cara, o gasto extra – estimado por alguns especialistas em cerca de R$ 1 bilhão por mês – é bancado inicialmente pelas distribuidoras e, depois, repassado aos consumidores.
Em algumas ocasiões do governo Requião, a estatal chegou a aplicar uma política de descontos para suavizar o impacto de reajustes muito elevados. Por limitar os lucros da empresa, a prática não caiu no gosto do mercado financeiro. A gestão atual, que tem um pesado plano de investimentos para tocar e pretende aumentar a distribuição de dividendos aos acionistas, já tinha sinalizado em outras ocasiões que não pretendia absorver os aumentos de custos. (Redação Gazeta do Povo)
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