Para a professora Maria Iolanda de Oliveira, coordenadora do Núcleo, os números referentes à violência contra o idoso podem ser ainda maiores, já que os registros incluem apenas as denúncias formalizadas e atendimentos realizados. Segundo ela, é difícil afirmar se houve incremento ou não nos números de maus tratos relacionados ao idoso de um ano para outro, já que houve aumento da população idosa. “Além disso, as pessoas têm mais conhecimento a respeito do direito da pessoa idosa, portanto muitos casos estão vindo à tona”, cita. Ela diz ainda que o Município ainda apresenta deficiência em termos de atendimento ao idoso. “Faltam investimentos e ampliações de serviços voltados à pessoa idosa. O que existe ainda é bastante incipiente”, frisa. Em Ponta Grossa, conforme dados do Instituto de Desenvolvimento Econômico e Social (Ipardes), 28% da população é de idosos.
As denúncias referentes a qualquer tipo de negligência, discriminação, violência, crueldade ou opressão e todo atentado aos direitos do idoso podem ser feitos através do telefone (42) 3901 1557 (Serviço de Proteção ao Idoso) ou através do 0800 41 0001 (Disque Idoso Paraná). Através deste, a denúncia é remetida para o Município. Outra alternativa, conforme a professora Maria Iolanda, é ligar no número 100, do Disque Direitos Humanos.
No Município, a pessoa idosa encontra amparo em órgãos como o Centro de Referência Especializado de Assistência Social (Creas) e Ministério Público. Já o Núcleo de Assistência Social, Jurídica e Estudos sobre a Pessoa Idosa, da Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG), realiza estudos referentes aos serviços existentes na cidade, à situação da pessoa idosa e sobre o envelhecimento. (Redação Diário dos Campos)
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