Após ser resgatado, no interior da ambulância enquanto recebia os primeiros atendimentos, o adolescente contou aos socorristas ser usuário de drogas e que o crime ocorreu por causa de uma dívida com os traficantes. Segundo ele, por volta das 19 horas, três pessoas o levaram até uma mata na margem do ribeirão, onde o espaçaram, inclusive com pauladas na cabeça e depois de amarrarem suas pernas e braços, o jogaram dentro da água.
De acordo com os soldados Wilson e Alex Junior dos bombeiros, caso o socorro demorasse pouco mais o garoto não sobreviveria. “Já fazia 2 horas que ele estava na água poluída, com vários cortes e pouca roupa. Além do risco de infecções, ele também já estava entrando em hipotermia, e poderia morrer de frio”, contou o soldado Alex Junior.
O pai do garoto, disse que o filho morava com a mãe na cidade de Joaquim Távora onde se envolveu com as drogas e que está com sua guarda há pouco mais de quatro meses. Desde que o filho veio morar em sua companhia, ambos estão sendo ameaçados de morte por traficantes, que segundo ele, além de viciarem o filho também o coloram no tráfico.
“Já procurei diversas vezes o Ministério Público para pedir proteção e o internamento do meu filho, mas a resposta é que preciso aguardar e que o menino precisa querer a ajuda. No estágio em ele que está, jamais vai quer ser internado, precisa ser à força. Na última semana atiraram em mim, mas erraram. Vejo que vamos morrer aguardando a Justiça agir”, lamentou o pai desesperado.
Equipes da Polícia Militar receberam informações sobre as identidades dos envolvidos na tentativa de homicídio e realizaram buscas, mas até o momento ninguém foi preso. (Redação TANOSITE)
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