segunda-feira, 22 de julho de 2013

Vazamento de produto químico interdita BR-369 por quase 24 horas

Depois de ficar quase 24 horas interditada por conta do vazamento de um produto químico que era transportado em uma carreta, a BR-369, em Andirá (52 Km de Cornélio Procópio), foi totalmente liberada no início da noite de sábado, após a remoção da carga.
Na sexta-feira, 19, por volta das 21 horas, uma carreta bitrem, placas de São Paulo apresentou uma perfuração em um dos tanques que armazenava monoisopropilamina (base para agrotóxico) logo após passar por uma lombada, e a carga começou a vazar.
A área foi imediatamente isolada e a rodovia interditada. Os motoristas que trafegavam pela BR tiveram que utilizar desvios improvisados pela Econorte para seguirem viagem. Durante toda a madrugada, homens do Corpo de Bombeiros, da Defesa Civil e do IAP (Instituto Ambiental do Paraná) tentavam conter o vazamento e avaliar a possibilidade de danos ambientais. Ainda na madrugada, por conta da reação do produto químico (ardume nos olhos, dor de cabeça e falta de ar), moradores nas imediações foram orientados a deixarem suas casas. A família do funileiro Otair José Alves, que mora em frente o local onde ocorreu o incidente foi uma delas. “Tivemos que sair, pois era impossível ficar até mesmo dentro de casa. O cheiro é muito forte, chegava arder a garganta”, contou o morador.
Mesmo com as instalações dos Bombeiros Comunitários à cerca de 50 metros de onde a carreta parou, a coordenadoria regional da Defesa Civil, comandada pelo major Ezequiel de Paula Natal preferiu utilizar o pátio de um posto de combustíveis, distante cerca de 200 metros do local, e a própria rodovia, por questões de segurança, para manusear os equipamentos e organizar as ações das equipes (Bombeiros Comunitários de Andirá, Corpo de Bombeiros de Bandeirantes e Defesa Civil).
Somente no início da tarde de sábado, depois da avaliação técnica de um engenheiro químico sobre os riscos que o produto poderia apresentar e com a utilização de equipamentos especiais segurança, foi que a carga começou a ser removida. O transbordo de quase sete mil litros do produto até a Nortox, acompanhado por técnicos da empresa, foi feito através vários excipientes acondicionados numa carreta terceirizada. Outros 14 mil litros do produto que estavam no outro tanque do bitrem foi transbordado pela empresa responsável pela carga.
Segundo o major Ezequiel de Paula Natal, da Defesa Civil, apesar do risco de explosão e a preocupação com a intoxicação dos moradores, não houve registro de feridos e a remoção da carga ocorreu de forma tranquila. “Em contato com a água, o produto é neutralizado, mas mesmo assim o risco de explosão existia. A carga é liquida, mas em contato com o ar ocorre a reação e ela se transforma em gás. Com a dissipação, alguns moradores sentiram indisposições ao inalarem o produto, porém, sem risco de intoxicação”, garantiu o major.
De acordo com técnico do Instituto Ambiental do Paraná (IAP), Cícero Fonseca, nenhum dano ambiental foi registrado. “Começamos as vistorias logo após o incidente. Verificamos o manancial que abastece o município e também o solo no local em que a carreta parou, onde parte da carga, em estado líquido, vazou, mas nenhum prejuízo foi constatado”, relatou Fonseca.
O inspetor da Polícia Rodoviária Federal, Eduardo Dantas, contou que o veículo e a carga apresentavam várias irregularidades e trafegava em horário impróprio. “O veículo está irregular. A falta da identificação da carga no veículo, por exemplo, é uma delas. Além de várias outras já identificadas, como trafegar com esse tipo de carga em horário proibido. Notificamos o motorista e o encaminhamos para a delegacia local, onde o delegado deve instaurar um inquérito para investigar o caso”, revelou.


Segundo informações, a carga partiu do litoral paulista com destino a Arapongas-PR, onde seria entregue na empresa Nortox. (Redação TANOSITE)

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