O fato teria ocorrido na madrugada de domingo. Por volta da 1 hora a casa onde o segurança mora com sua família foi depredada por um grupo de usuários de drogas. A agressão teria ocorrido porque os homens confundiram a casa do segurança com a de um usuário com dívidas com traficantes. Ao perceber que estavam na casa errada, o grupo fugiu.
Durante a tentativa de invadir a casa, o grupo quebrou os vidros de duas janelas e arrebentou uma das portas. Com medo de ser morto e, sem entender o que estava acontecendo, Costa, que mora na casa com a esposa, a mãe de 73 anos e uma irmã com deficiência auditiva, 44, acionou a PM através do número 190 e foi informado de que uma viatura estaria se deslocando para o atendimento.
Depois de aguardar por quase 20 minutos pela Polícia Militar, o segurança ligou novamente para a central da PM e foi orientado a ligar direto do telefone da 4ª Companhia, com sede em Santo Antônio da Platina. Ao fazer novo contato, o segurança, bastante nervoso com o corrido e com o estado emocional dos parentes, questionou o motivo da demora no atendimento. Ele foi informado de que as viaturas estavam em outras ocorrências, mas que logo uma equipe chegaria para atendê-lo.
Somente depois de quase 40 minutos uma viatura chegou até a casa. No entanto, nenhum dos dois policiais sequer desceu da viatura para saber o que teria ocorrido na moradia. “Eles ficaram dentro da viatura e ainda foram agressivos comigo pelo número de ligações que fiz. Tinha um soldado que foi bem irônico comigo. Ele pediu para que da próxima vez, eu amarre o bandido, bata nele e depois só chame a PM para buscá-lo. Depois de me ironizar eles saíram dizendo que iriam tentar localizar os suspeitos e não voltaram mais. Amanhecemos acordados esperando uma orientação da polícia, e só mais tarde registrei o boletim de ocorrência.”, contou o segurança.
De acordo com o comandante do 2º BPM, tenente-coronel Antônio Carlos de Morais, um procedimento administrativo será aberto para apurar a denúncia e caso seja confirmada a acusação do segurança, os policiais podem ser punidos. No entanto, o comandante revelou que só tomou conhecimento dos fatos através da imprensa e que até então nenhum registro havia sido feito.
Soldado discute e repórter é ameaçado de prisão por desacato
Um dos soldados acusado descontrolou na teça feira (10), ao descobrir eventualmente que estava sendo acusado de ironizar o segurança Marco Antônio da Costa. Ao perceber que o repórter Luiz Guilherme Bannwart investigava os nomes dos policiais envolvidos na ocorrência, O PM se alterou. “Cada um diz o que quer”, respondeu o policial ao ser abordado pelo repórter.
Ao ser informado que o assunto era objeto de reportagem, o soldado se descontrolou e começou a se expressar com palavras de baixo calão. Na sequência o repórter e o policial iniciaram uma discussão, quando Bannwart foi ameaçado de prisão por desacato. A discussão só foi interrompida depois da interferência de outros policiais.
Apesar do descontrole e do despreparo do soldado, o repórter não quis registrar boletim de ocorrência. No entanto, pretende comunicar essa semana o Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Paraná e a Corregedoria da Polícia Militar sobre o ocorrido para evitar que novos fatos semelhantes não voltem a acontecer. (Redação TANOSITE)
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