quinta-feira, 12 de setembro de 2013

Em Jacarezinho, cidadão acusa PMs de demora e ironia no atendimento

O segurança Marco Antônio da Costa, 36, deve formalizar no comando do 2º Batalhão da PM, com sede em Jacarezinho, uma acusação contra dois policiais militares que supostamente teriam ironizado seu pedido de ajuda depois que homens, provavelmente armados, teriam tentado invadir a sua casa, na rua Aurora, na Vila Ribeiro, em Santo Antônio da Platina. Segundo o segurança, o sarcasmo com que os policiais lhe dispensaram foi motivado pelas várias ligações que foram feitas ao telefone de emergência da PM pedindo socorro.

O fato teria ocorrido na madrugada de domingo. Por volta da 1 hora a casa onde o segurança mora com sua família foi depredada por um grupo de usuários de drogas. A agressão teria ocorrido porque os homens confundiram a casa do segurança com a de um usuário com dívidas com traficantes. Ao perceber que estavam na casa errada, o grupo fugiu.

Durante a tentativa de invadir a casa, o grupo quebrou os vidros de duas janelas e arrebentou uma das portas. Com medo de ser morto e, sem entender o que estava acontecendo, Costa, que mora na casa com a esposa, a mãe de 73 anos e uma irmã com deficiência auditiva, 44, acionou a PM através do número 190 e foi informado de que uma viatura estaria se deslocando para o atendimento.

Depois de aguardar por quase 20 minutos pela Polícia Militar, o segurança ligou novamente para a central da PM e foi orientado a ligar direto do telefone da 4ª Companhia, com sede em Santo Antônio da Platina. Ao fazer novo contato, o segurança, bastante nervoso com o corrido e com o estado emocional dos parentes, questionou o motivo da demora no atendimento. Ele foi informado de que as viaturas estavam em outras ocorrências, mas que logo uma equipe chegaria para atendê-lo.

Somente depois de quase 40 minutos uma viatura chegou até a casa. No entanto, nenhum dos dois policiais sequer desceu da viatura para saber o que teria ocorrido na moradia. “Eles ficaram dentro da viatura e ainda foram agressivos comigo pelo número de ligações que fiz. Tinha um soldado que foi bem irônico comigo. Ele pediu para que da próxima vez, eu amarre o bandido, bata nele e depois só chame a PM para buscá-lo. Depois de me ironizar eles saíram dizendo que iriam tentar localizar os suspeitos e não voltaram mais. Amanhecemos acordados esperando uma orientação da polícia, e só mais tarde registrei o boletim de ocorrência.”, contou o segurança.

De acordo com o comandante do 2º BPM, tenente-coronel Antônio Carlos de Morais, um procedimento administrativo será aberto para apurar a denúncia e caso seja confirmada a acusação do segurança, os policiais podem ser punidos. No entanto, o comandante revelou que só tomou conhecimento dos fatos através da imprensa e que até então nenhum registro havia sido feito.



Soldado discute e repórter é ameaçado de prisão por desacato

Um dos soldados acusado descontrolou na teça feira (10), ao descobrir eventualmente que estava sendo acusado de ironizar o segurança Marco Antônio da Costa. Ao perceber que o repórter Luiz Guilherme Bannwart investigava os nomes dos policiais envolvidos na ocorrência, O PM se alterou. “Cada um diz o que quer”, respondeu o policial ao ser abordado pelo repórter.

Ao ser informado que o assunto era objeto de reportagem, o soldado se descontrolou e começou a se expressar com palavras de baixo calão. Na sequência o repórter e o policial iniciaram uma discussão, quando Bannwart foi ameaçado de prisão por desacato. A discussão só foi interrompida depois da interferência de outros policiais.

Apesar do descontrole e do despreparo do soldado, o repórter não quis registrar boletim de ocorrência. No entanto, pretende comunicar essa semana o Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Paraná e a Corregedoria da Polícia Militar sobre o ocorrido para evitar que novos fatos semelhantes não voltem a acontecer. (Redação TANOSITE)




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