"Estamos em busca de mais jovens de classe média alta que integram a quadrilha nas áreas da ADA. Eles já estão identificados", afirmou o delegado Rafael Willis, titular da Polinter.
A investigação contou com policiais civis infiltrados nas favelas da ADA, como os morros do Dezoito e da Pedreira, em Costa Barros, ambos na Zona Norte. Os agentes detectaram a relação estreita dos jovens de classe média alta com traficantes da facção.
"O jovem conhece o tráfico através de seu vício e após formar vínculos de amizade, passa a servir ao mesmo, atraído por esta fumaça de poder", disse Willis.
Segundo a polícia, “Ratão” negou envolvimento com o tráfico e disse: "Pô, chefe, eu sou playboy, não sou vagabundo". Em fotos anexadas ao inquérito, o jovem morador do Recreio dos Bandeirantes aparece segurando um maço de notas de R$ 50, em frente a um helicóptero, empunhando um fuzil e ao lado de Jean Carlos Nascimento dos Santos, vulgo “Menor”, do Morro do Urubu, em Pilares. O Disque-Denúncia (2253-1177) oferece R$ 1 mil por informações que levem à prisão de “Menor”.
Metido a valentão na rua, Ratão é violento com os desafetos. Ele já foi levado à 42ª DP (Recreio) pela acusação de agredir travestis, mas dentro de casa é mansinho. "Ao descobrir uma traição, a mulher de “Ratão” teria dado uma surra no rapaz. É um fato curioso diante da fama dele", contou o delegado Rafael Willis.
Segundo a polícia, Ratão é dono de uma revendedora de carros e morava num confortável apartamento, com a mulher a e filha de 3 anos. Ele já teria, inclusive, abrigado traficantes em casa em algumas ocasiões. (Redação Meia Hora de Notícia)
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