De acordo com informações da Associação Brasileira de Academias (Acad), há a percepção de um aumento de 40% na procura pela prática de lutas nas academias, desde 2012. Segundo a Acad, as mulheres já representam cerca de 30% do novo público que quer praticar alguma modalidade de luta.
Esta procura é um reflexo da falta de segurança e também da sociedade. O Mapa da Violência, lançado pelo Instituto Sangari e publicado em 2012, aponta que o Paraná é o terceiro estado brasileiro mais violento para as mulheres, baseado em dados de homicídios cometidos em 2010.
A professora de Guarapuava, na região central do Paraná, Andressa Machula, é um exemplo de como a violência doméstica pode motivar a prática de lutas. Ela começou a treinar a arte marcial coreana hapkido após ter sido agredida por um ex-companheiro. Ela contou que nunca precisou usar as técnicas do hapkido após começar a treinar, há dois anos, mas que a autoconfiança melhorou bastante.
“O que me chamou a atenção no hapkido é que não é só uma atividade física, é uma filosofia. A hierarquia que existe dentro do esporte é muito legal, mas a questão de aprender uma técnica de defesa pessoal é muito importante, nós mulheres estamos sujeitas à violência”, avalia Machula.
O mestre em hapkido, Kleber Emanuel Horbus, explica que o treino é misto, feito com homens e mulheres para que haja uma simulação de atos de violência que ambos os sexos podem vivenciar no cotidiano. “O público feminino expecificamente recebe instruções sobre anatomia e também instruções sobre armas improvisadas, que significa a utilização de objetos do dia a dia das mulheres como arma de defesa”, explicou Horbus. (Redação G1 Paraná)
Nenhum comentário:
Postar um comentário