terça-feira, 8 de outubro de 2013

Polícia Civil dá a sua versão sobre o caso do meliante que fugiu da delegacia após ser detido pela PM

De acordo com o Investigador Natanaelton de Cristo da Polícia Civil de Cornélio Procópio, o caso do rapaz que foi preso com certa quantidade de maconha pela PM a sexta feira (4) e fugiu quando ainda estava algemado na delegacia é muito mais complexo do que foi divulgado por alguns órgãos de imprensa.

Segundo Natanaelton, a ocorrência estava sob controle, com todos os procedimento sendo feitos conforme rege a lei, mas ao levar o detento para a cela, o investigador percebeu que o preso se encontrava com um ferimento profundo na palma mão esquerda, inclusive o advogado do mesmo atentou para o fato.

Conforme o relato do investigador, os policiais militares responsáveis pela prisão foram chamados e informado de que o rapaz não poderia ser encarcerado, pois estava ferido e as regras jurídicas obrigam o preso a ser levado para tratamento antes de se colocado na cela.

Diante disto, os PMs acionaram os agentes do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência do município (SAMU), que informaram que por motivo de segurança não poderiam ir até a delegacia para fazer o curativo no preso, relatou Natanael.

Com o impasse, os PMs se comprometeram a levar o acusado aos PS da Santa Casa e neste meio tempo o rapaz ficou algemado em um cano na sala de espera aguardando.

Em determinado momento, o escrivão responsável em registrar a ocorrência chamou um dos policiais militares para dar o seu depoimento, contudo, os dois foram para a sala do agente, deixando o preso sozinho, afirmou Natanaelton, que disse que estava na sala do plantão atendendo outras ocorrências quando isto ocorreu.

Pouco depois os policiais ouviram o estalo do rompimento da algema e ao verificarem, constataram que o meliante havia fugido e mesmo com a tentativa de recuperá-lo, não foi possível.

Natanaelton reconhece que já havia assinado o documento de recebimento do preso, porém de fato, ele ainda não era responsável de direito pelo detento que deveria ser levado para tratamento da ferida em sua mão. O investigador deixou bem claro que os PMs se comprometeram em fazê-lo, conforme dito anteriormente.

Natanaelton esclarece que não quer tirar a responsabilidade da Polícia Civil, mas alguns órgão da impressa relataram o ocorrido dando a impressão que somente os investigadores erraram.

De qualquer forma, um inquérito policial foi aberto para verificar se houve negligência, salientou o policial civil e as diligências continuam no intuito de encontrar José Carlos Machado, o preso "fujão" que já era procurado.



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