sexta-feira, 15 de novembro de 2013

Fred vai a Sta. Casa e “solta os cachorros” em discussão com José do Carmo sobre a falta de médicos

A noite de quinta feira (14), ficará marcada na memória de muitos procopenses que esperavam atendimento médico, funcionários e a direção da Casa de Cornélio Procópio.

Em um gesto de extrema bravura, o prefeito Fred Alves, cansado das reclamações e o do descaso para com a população, foi até hospital municipal e enfrentou o diretor do estabelecimento de saúde, exigindo que os pacientes que aguardavam por horas fossem prontamente clinicados, demonstrando toda a sua autoridade como o homem a frente da administração pública, cargo este que a maioria da população confiou a ele.

Tudo começou por volta das 18h, quando muitas pessoas que aguardavam por atendimento foram informados que não havia médico no plantão e este só poderia comparecer ao pronto socorro após a meia noite, relatou a usuária do sistema público de saúde, Carina Eugênio Bonifácio Inácio, que levou a filha que não se sentia bem até a Santa Casa e o morador Reinaldo Soares Barbosa, que esperava uma consulta para a sua esposa.

Revoltada Carina, ligou diretamente para o prefeito Fred Alves, como também para a Polícia Militar e membros da imprensa local. A cidadã questionava a direção do hospital e o poder público sobre as verbas que a Santa Casa recebe. Segundo ela, se há tal investimento, não existe uma justificativa para não ter médicos no plantão.


Horas depois, Carina voltou a Santa Casa e encontrou com o prefeito que foi até o hospital. Fred achou tudo um absurdo, pois de acordo com o administrador público, o município contratou através de licitação, o serviço de urgência e emergência do pronto socorro por 24 horas a serviço da população, com médicos  no posto de serviço.

Indignado, Fred relatou que ao saber sobre o ocorrido, pediu que o advogado da prefeitura fosse até o hospital levando a documentação sobre o serviço contratado, mas este não foi recebido pelo diretor do hospital, o clínico José do Carmo, que se negou a conversar com o jurista da administração pública, afirmou o prefeito.

Diante de tal fato, o Fred Alves foi até o hospital pessoalmente e conversou com a população. Classificando tudo como “falta de sensibilidade” humana, o prefeito garantiu que o poder público vem fazendo a sua parte, porém a direção do hospital está descumprindo um contrato de cento e vinte mil reais que vem sendo pago religiosamente todos os meses com o dinheiro do povo.

Fred ainda salientou que José do Carmo ainda teria dito que se fosse pressionado, a Santa Casa pararia de atender a comunidade.

Toda a situação foi acompanhada de perto pela Polícia Militar que também esteve presente no local.


Fred convidou a imprensa para acompanha-lo em uma reunião que ele faria com o diretor da Santa Casa naquele momento, mas o que seria um conversa sobre os problemas que o hospital vem passando atualmente, inclusive com várias denúncias na polícia, se transformou em um enfrentamento histórico, onde bravamente o prefeito de Cornélio Procópio defendeu os interesses da população e os ânimos se alteraram.

José do Carmo alegava que estava em casa quando foi chamado e só iria dar atenção a situações graves. O médico disse que não iria atender “consultinha de Posto de Saúde” e os doentes poderiam ficar tranquilos com o trabalho das enfermeiras.

Fred argumentava com o médico perguntando se ele achava justo aquele grupo de pessoas sofrendo esperando atendimento no PS. O médico rebateu dizendo que injustiça era o povo procurar a Santa Casa com sintomas sem gravidade.

O prefeito cobrou José do Carmo quanto à falta de médicos e ele justificou informando que os clínicos não querem trabalhar no plantão devido os postos de saúde da cidade não estarem resolvendo nada e tudo cai no plantão do hospital durante a noite, tumultuando o atendimento.


Novamente Fred perguntou a José do Carmo se ele iria atender as pessoas que esperavam do lado de fora e este se negou mais uma vez.

Isto foi a gota d'água que faltava para o prefeito perder a paciência, neste momento Fred “soltou os cachorros” e se exaltou, chamando o diretor do hospital de covarde, cobrando-lhe o dinheiro pago pela população, o qual ele o ameaçou de parar se houvesse pressão.

Com poder de autoridade pública e chefe do executivo exigiu respeito determinou que o médico fosse até o PS atender os doentes e ofensas foram trocadas em alto tom.

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