Segundo Roseli de Fátima, prima de André, ele estava com amigos jogando futebol na areia de Matinhos quando caiu e machucou o punho, na tarde do dia 15. Com muita dor, o jovem foi, logo após o acidente, ao Hospital Nossa Senhora dos Navegantes, em Matinhos. “Lá o médico aplicou dipirona dizendo que era uma luxação e o liberou na mesma hora, só que ele não aguentava a dor e voltou na sexta à noite mesmo para Curitiba”, contou a prima, que complementou dizendo que no sábado o jovem procurou uma clínica de fraturas em Curitiba.
“Nós temos convênio e no sábado fomos ao hospital, onde só fizeram um simples raio-x. Meu primo foi medicado e colocaram uma tala, porque o diagnóstico novamente apontou que seria uma luxação, só que durante a noite a situação piorou”, explicou a prima. Com bastante febre, já na manhã de domingo, a família do jovem procurou novamente a Clínica de Fraturas. “O médico que nos atendeu chegou a nos perguntar quem mandou colocar a tala e pediu para o André ir com urgência ao Hospital Evangélico, porque não estava bem e teria rompido uma veia calibrosa do punho”, descreveu.
No Evangélico, André recebeu uma dose de morfina e morreu pouco depois. “O legista do Instituto Médico Legal (IML), informalmente, nos disse que o meu primo teve uma hemorragia interna devido ao rompimento da veia e só resistiu durante tanto tempo porque tinha uma saúde ótima. Foi uma tragédia que até agora não conseguimos acreditar. Se o rompimento na veia tivesse sido visto antes, por meio de uma ecografia, ele estaria vivo”, opinou, contando também que o jovem morreu por conta de uma embolia pulmonar. “Vamos procurar nossos direitos na Justiça”, garantiu.
O Hospital Nossa Senhora dos Navegantes e com a Clínica de Fraturas, citados pela família, primeiro prometeu resposta por telefone a imprensa, o segundo, por meio de um e-mail, e garantiu que não há registros do paciente no histórico de atendimento. (Redação Banda B)
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