Segundo Geraldo, ele não conseguiu nenhum tipo de informação sobre o trabalho da Delegacia em relação ao filho porque o Delegado Titular estava de licença. E, de acordo com a agente que o atendeu, não tinha mais ninguém responsável por pessoas desaparecidas na Delegacia de Vigilância e Captura de Curitiba. Uma delegacia, um atendente e milhares de paranaenses precisando de socorro. Geraldo contou ainda que a policial abriu o jogo e disse que eles estão trabalhando no limite. São 40 mil processos em aberto, carros sem combustível e apenas, sete policiais para resolver todas as questões do local. O desespero é também da classe policiail.
Depois de conversar com a redação do blogdajoice.com Geraldo retornou à Delegacia. Cansado de não ter nenhuma resposta, o pai resolveu gravar a conversa com os agentes.
Desesperado, Geraldo disse que resolveu buscar ajuda no estado vizinho, Santa Catarina. Segundo ele, lá, onde a estrutura e o efetivos são maiores, ele conseguiu registrar um Boletim de Ocorrências. A foto do filho dele foi publicada e as buscas começaram. “É totalmente diferente daqui. Não é que eles não queiram fazer. É que eles não têm o que fazer”, declara.
Geraldo, disse que o maior medo dele é que o filho tenha sido vítima de latrocínio: “o meu medo é de ele já estar morto e eu nem saber. Eles não pedem o rastreamento do celular do meu filho porque dizem que é difícil”, relata.
Nós procuramos a Secretaria de Estado da Segurança Pública, mas ninguém retornou às nossas ligações até o fechamento desta reportagem. Matias é um menino de 15 anos, 1,82m, moreno e de cabelos curtos. Quem tiver informações pode entrar em contato com a família pelos telefones: (41) 9759-0799/ 3618-9623. (Com informações do blog de Joice Hasselmann)
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