Os policiais foram encaminhados para a sede do Gaeco para prestar depoimento, mas já estão com prisão temporária decretada por cinco dias, prorrogável por mais cinco.
Mais de cem policiais militares do 23° e 20° Batalhão, além do Batalhão de Operações Policiais Especiais, participam da investida, que é um desdobramento da operação “mansão cassino”, deflagrada em janeiro de 2012. Segundo o apurado pela Banda B, entre os jogos de azar que a operação visa combater está o do bicho.
O presidente do Sindicato dos Delegados de Polícia do Paraná (Sidepol), Claudio Marques, está no Gaeco em busca de informações. Em entrevista à Banda B, ele disse que a operação do Gaeco representa um choque de gestão entre o Ministério Público e a Secretaria de Segurança Pública do Paraná. “Está claro que é um um choque de instituições. Bem no dia que estava marcado o julgamento do secretário Cid Vasques pelo Conselho Superior do Ministério Público do Paraná, para decidir sobre a continuidade da licença dele do MP, o Gaeco faz a operação. Isso não é coincidência”, afirmou Marques.
O presidente reclamou da falta de informações sobre a operação. “Nenhum delegado participou das investigações do Gaeco. Nenhuma informação nos é repassada. estou indo agora conversar com o procurador geral para tomarmos alguma providência sobre este silêncio do Gaeco”, completou.
A operação “mansão cassino” aconteceu em 27 de janeiro de 2012. Sem a presença de um delegado, policiais civis invadiram uma mansão no Parolin, prenderam três pessoas e apreenderam 40 máquinas de caça-níqueis.
O advogado do Sindicatos dos Policiais Civis do Paraná (Sinclapol), Newton Miró Vernalha Filho disse que as prisões fazem parte de uma ação midiática do MP-PR e reclamou da falta de informações. “Todos desconhecem as acusações. Não tivemos acesso nem aos nossos clientes. Tivemos que ser mais severos para fazer valer o direito constitucional dos acusados de defesa. mas está claro que os presos não são personagens, são figurantes. O MP quer atingir o secretário Cid Vasques e o governador Beto Richa”, afirmou o advogado.
Acompanhando o trabalho policial durante a manhã, a Banda B verificou inúmeras viaturas entrando e saindo do Gaeco, além de caminhões para o recolhimento de produtos apreendidos.
Em nota, o Gaeco apenas informou que a operação é referente a jogos ilegais e disse que não poderá dar mais informações em razão da investigação estar em segredo de justiça.
“Integrantes do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (GAECO) do Paraná e das polícias Civil e Militar cumpriram, nesta terça-feira (10 de dezembro), mandados de busca e apreensão e prisão temporária expedidos pela Justiça, em operação de combate ao jogo ilegal.A investigação, conduzida pelo Núcleo do GAECO de Curitiba, está em segredo de Justiça por determinação judicial, para garantir a eficácia das investigações”, diz a nota.
Nota da redação: Os nomes do ex-delegado geral da PC, Marcus Michelotto, e do delegado Geraldo João Celezinski, do 8º Distrito, foram divulgados em entrevistas gravadas com os representantes do Sidepol e Sinclapol, respectivamente. (Redação Banda B)
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