A nova tentativa de fuga ocorreu na noite de quarta feira (08), por volta das 19h40, quando o investigador de plantão, Luiz Carlos ouviu um barulho no teto do setor de carceragem e subiu até a laje para uma vistoria, surpreendendo dois presos fora das celas tentando fugir pelo telhado.
O investigador deu voz de abordagem e simultaneamente ligou do celular para a equipe de serviço da Polícia Militar formada pelo SD. Bertolazo e Anderson.
O investigador também entrou em contato com agentes da Polícia Civil que estavam de folga, solicitando apoio. Para entrar na DP, os policiais que vieram em ajuda tiveram que entrar por um vitro para chegar até o setor da abordagem. O SD. Anderson teve que subir no telhado para algemar e retirar os dois fugitivos.
Após escutarem pelo radio sobre a situação na cadeia de Uraí, a equipe da ROTAM de Cornélio Procópio, sob o comando do tenente Berbert, imediatamente seguiu em apoio, onde foram retirados todos os detentos do setor de carceragem e colocados no solário, até que a situação fosse resolvida.
O delegado Adair, titular da D.P. de Uraí, em contato com o delegado Michael, de Bandeirantes, conseguiu a transferência dos detentos Clóvis Fabiano Araújo Freitas e Adriano da Silva Figas, que segundo informações, seriam os dois que estariam agitando o setor para as fugas.
Somente após um serralheiro tampar o buraco aberto pela segunda vez pelos detentos, com uma chapa de ferro, foi possível retornar com os presos para o setor da carceragem.
Mais uma situação lamentável envolvendo fugas na cadeia Pública de Uraí, deixando moradores assustados e apavorados, com uma sensação de insegurança, principalmente os vizinhos que moram na região da delegacia, onde presenciaram as cenas assustadoras e todos sabem que a cadeia da cidade é um prédio frágil, com uma construção antiga e não oferece qualquer segurança para a população.
A população apela para que as autoridades competentes tomem as devidas providências para evitar que tragédias anunciadas aconteçam, para que os moradores de Uraí tenham um pouco mais de segurança e tranquilidade e que o setor de carceragem do município deixe de ser taxado como um “queijo suíço”. (Redação e imagens: Walter Lozano)
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