Borba conta que no dia 19 de dezembro, antes de sair para viajar, despachou seis consoles e noventa cartuchos de Atari para manutenção em uma loja especializada em Guarulhos. O vazamento de um produto antimofo havia danificado os objetos e, por isso, era necessário submetê-los a limpeza e reparo.
Em maio de 2011, o empresário foi tema de reportagem do caderno Tecnologia da Gazeta do Povo pelo tamanho da sua coleção de Atari. Leia a matéria completa. Já em janeiro de 2013, ele elencou ao Gaz+ seus jogos preferidos da plataforma.
Mesmo avisado pelos funcionários da loja em São Paulo que a correspondência ainda não havia chegado, o empresário disse que não estranhou a demora da entrega porque achou normal o atraso na época das festas de fim de ano, quando as agências são geralmente mais movimentadas.
No entanto, na última segunda-feira (6), já em Curitiba, Borba foi avisado pelos Correios de que os objetos foram perdidos em um assalto ao carteiro. O roubo, segundo a empresa, teria ocorrido um dia após a remessa dos consoles e dos cartuchos.
“Só descobri quando cheguei de viagem. O problema é que, independente do dinheiro, não há como recuperar. São itens que se eu quiser comprar no mercado, não existem mais. Eu levei anos garimpando, não tem como encontrar novos”, relatou Borba.
Segundo o empresário, o valor dos objetos roubados é de aproximadamente R$ 10 mil. O conjunto equivale a cerca de 5% da coleção completa de Borba, que é apontado pelo RankBrasil como o maior colecionador de cartuchos e consoles de Atari do país.
O curitibano conta ainda que enviar os materiais para manutenção em Guarulhos era um hábito comum, mas que nunca foram registrados problemas anteriormente. “Mas isso [problemas com os Correios] é uma coisa que está ficando comum. Parece que tudo bem, agora a gente tem que se acostumar com mais isso”, diz.
De acordo com ele, depois do aviso do roubo, os Correios informaram que entrariam em contato novamente após cinco dias úteis – prazo que acaba nesta sexta-feira (10).
O empresário disse que não assinou termo de seguro ao enviar os objetos. “Não sou obrigado a fazer seguro de tudo o que mando, porque é um direito que tenho. O correio não deveria ter extraviado”, afirma. Ele informou ainda que pretende entrar com uma ação para pedir indenização por danos morais. (Redação Jornal de Londrina)
Em nota, os Correios informaram que, por meio de sua central de atendimento, foram solicitados os dados completos do cliente para efetuar o pagamento da indenização devida, prevista na tarifa postal. Ainda segundo a empresa, como o cliente não declarou valor no momento do envio da encomenda, o valor da indenização é calculado com base na tarifa postal mais o valor relativo ao seguro automático. Os Correios não informaram o valor total da indenização. (Redação Jornal de Londrina)
Nenhum comentário:
Postar um comentário