A Cracolândia voltou a chamar atenção das autoridades públicas após a construção de uma favela que se formou nas ruas Dino Bueno e Helvétia com a montagem de barracas sobre as calçadas.
Segundo o prefeito, a gestão municipal está conversando há cerca de um mês com as lideranças dos dependentes que vivem nas ruas na região da Cracolândia.
Para minimizar os impactos negativos e tentar modificar a paisagem do local, o prefeito promete adotar um modelo europeu para auxílio de pessoas em situação de rua que são dependentes químicos.
Nós estamos tratando isso como um problema de saúde, nós não vamos tratar com violência. Nós temos que aprender com o passado, não podemos repetir os erros já cometidos. Então vamos afastar qualquer tipo de abordagem higienista"
A mais recente tentativa de intervenção na região ocorreu em 2012. Batizada de "Ação Integrada Centro Legal", a operação deflagrada em 3 de janeiro de 2012 intensificou ações já realizadas pela Prefeitura de São Paulo, à época sob comando de Gilberto Kassab, e apoiadas pelo governo do estado no local desde 2009.
O governo afirma que as medidas adotas na região tiveram como foco ampliar a oferta de atendimento e de acolhimento social aos dependentes.
No período, o uso de forças de segurança (Polícia Militar e Guarda Civil Metropolitana) terminou em protestos de ativistas, Defensoria e representação do Ministério Público.
Após registro de imagens que mostravam ação ostensiva da PM, o governador Geraldo Alckmin decidiu proibir o uso de bombas de efeito moral e balas de borracha em ações na Cracolândia. (Redação G1 / Foto: Nilton Fukuda/Agência Estado)
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