terça-feira, 18 de março de 2014

Amanhã não haverá aulas nas escolas estaduais

Amanhã não haverá aulas nas escolas estaduaisOs 6.117 alunos das nove escolas e colégios estaduais de Santo Antônio da Platina ficarão sem aulas amanhã, quarta-feira,dia 19.No Norte Pioneiro, a maioria das cidades deve aderir,assim como os cerca de 70 mil professores que atuam nas 2,1 mil escolas da rede pública do Paraná.Em todos os governos,independente de nomes ou partidos, os professores fazem greve nessa data buscando avanços para a categoria.
Além de Santo Antônio da Platina integram o Sindicato dos Trabalhadores em Educação Pública de Cambará,segundo sua diretora,Adenil Juliano Félix, os municípios de Abatiá, Guapirama,Jundiaí do sul,Itambaracá,Cambará e Andirá.
Ela informou que o magistério paranaense cobra do governo novos concursos públicos para a classe;melhoria na infraestrutura das escolas; cumprimento da Lei Nacional do Piso, que prevê, dentre outras coisas, a aplicação dos 33% de hora-atividade na jornada. Trata-se de 1/3 da do tempo dedicado à preparação de aulas e às demais atividades fora da sala.
Na pauta dos grevistas também estão: melhoria no atendimento à saúde dos servidores; não ao fechamento de salas de aula; e manutenção do auxílio-transporte para profissionais em tratamento médico.A greve desta quarta-feira foi aprovada no final de fevereiro em assembleia convocada pela APP-Sindicato.
A última vez que a categoria promoveu ato de protesto na região foi no dia 30 de agosto do ano passado.Em Jacarezinho, a concentração foi na praça Rui Barbosa e em Santo Antônio da Platina, no centro.Além de panfletagem,os manifestantes platinenses também fizeram barulho com um "apitaço", inclusive, a maioria estava fantasiada com o "nariz de palhaço"(fotos). As escolas e colégios estaduais não tiveram aulas.
Além disso, amanhã serão entregues também carta preparada pela APP a todos os(as) prefeitos(as), bem como ao governador reafirmando a necessidade, tanto para o estado quanto para os municípios, da implementação do Piso Nacional do Magistério.
“Compreendemos que valorizar o/a professor/a significa, em primeiro lugar, estabelecer uma relação de respeito às suas necessidades, como profissional e como cidadão, sempre tendo como perspectiva a qualidade do ensino. Necessariamente isto passa por melhores condições de trabalho, em que se considere a composição da jornada com pelo menos 33% de hora-atividade, além de salários dignos. Isto resultará em profissionais mais motivados, menos adoecidos e mais preparados para ministrar aulas e participar do processo educativo nas escolas e no sistema de ensino como todo”, está no texto.

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