Segundo a Dona Tereza, o seu marido foi operado pelo SUS na Santa Casa e supostamente o médico teria dito a ela que a cirurgia devia ser feita pelo modo particular, que garantiria um melhor acompanhamento clínico, mas sem o dinheiro, a mulher foi obrigada a depender do sistema público e fez sérias críticas ao clínico que a atendeu.
Dona Tereza afirmou ainda, que o médico deu um atestado para o Sr. João de apenas 15 dias, quando o seu marido ainda corria risco de morte e já em sua casa, João piorou, mas contou com a ajuda de uma enfermeira do Posto de Saúde da Vila Santa Terezinha e uma médica de Londrina que ali atende, que ao examiná-lo, viram que os ferimentos lacerantes que sofreu, estavam muito inflamados e o encaminharam novamente para internamento.
Na Santa Casa, o Sr. João foi pessimamente atendido e tinha até que tomar banho sozinho em uma cadeira de rodas, apesar de não poder mexer o braço e perna recentemente operados, que ainda estavam muito inchados, reclamou a Dona Tereza, afirmando que os enfermeiros tinham conhecimento das dificuldades do marido, mas indiferentes à situação, não o ajudavam.
Conforme o relato da senhora, após a melhora do companheiro e sua alta, ela o levou a sede da Regional de Saúde, onde um ortopedista examinou os membros afetados do Sr. João, que ainda estavam bastante prejudicados e sem movimentos.
O médico achou melhor encaminhar paciente a um hospital especializado em Curitiba, para que ele fizesse pelo menos duas cirurgias, o que devolveria os movimentos da perna e do braço, mas as operações foram marcadas para o fim do mês de maio e a Dona Tereza gostaria que fossem realizadas o quanto antes, pois ambos estão sofrendo muito e ela conta com ajuda do poder público, que poderia agilizar no andamento, diminuindo o tempo de espera e a ansiedade de ambos.
Dona Tereza voltou a salientar sobre o descaso na Santa Casa, pois segundo a mulher, não é só o seu marido que passou pela humilhação por parte dos atendentes e pela má educação dos médicos, mas sim vários pacientes que não têm como pagar por um tratamento mais digno.
Em conversa com o Dr. André Fonseca, médico plantonista que atendeu o Sr. João no dia acidente, ele lamentou o fato da Dona Tereza ter ficado insatisfeita com a sua atuação e disse que fez de tudo para oferecer o melhor atendimento para o paciente em questão, porém o estado dele era grave e deveria ter um melhor acompanhamento, mas o sistema de saúde, não só em Cornélio Procópio, mas em todo o país é precário e quem acaba sofrendo é a população, que culpa diretamente os médicos, que muitas vezes não têm a estrutura e apoio que deveria ter por parte do poder público.
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