sexta-feira, 11 de abril de 2014

Professora é acusada de agredir aluno de 13 anos

Um aluno de 13 anos da Escola Estadual Jardim Gilda, em Piracicaba, registrou um boletim de ocorrência afirmando ter sido agredido por uma professora. O fato aconteceu na tarde de ontem.

Segundo o documento, o garoto teve ferimentos na testa depois de ter sido empurrado pela docente e bater a cabeça na parede. Houve corte e sangramento no local.

Segundo o jovem que cursa o 8º ano do ensino fundamental, ele estava com os amigos fora da sala de aula brincando com um avião de papel, quando a professora de história percebeu a movimentação e pediu para que o grupo entrasse. Com a demora do jovem para entrar na sala, a docente pegou o aluno pelo braço, o puxou para dentro da sala e o empurrado em direção à carteira. Neste momento, ele teria batido a cabeça contra a parede. Em seguida, o jovem percebeu que havia um galo em sua testa e que o local estava sangrando.

O garoto ainda conta que pediu para a professora para sair da sala, mas ela não autorizou. Mesmo sem a autorização, ele deixou o local e foi à diretoria contar o que aconteceu. Após a reclamação, a professora foi chamada ao local, mas negou o fato e disse à diretora que o adolescente havia inventado a história.

Garoto não quer mais ir à escola

De acordo com a avó do estudante, Luiziânia Magalhães, os alunos da sala foram chamados à direção e um deles confirmou o acontecimento. Ela ainda relata que o neto não é mal-educado, nem respondão, mas é um pouco bagunceiro. Ela admite que o neto está errado em fazer bagunça, mas não aceita o fato do estudante ter sido agredido.

Como o aluno não quer mais ter aulas com a professora que o agrediu, a família quer transferir o garoto para outra escola. Ele faltou da escola nos últimos dois dias. A avó do garoto disse que ele não quer voltar para a aula, e vão respeitar a decisão dele.

Ela também contou que, logo após o ocorrido, ele foi levado ao pronto-socorro pelo familiares, passou por exame e foi liberado. Além disso, ele passou por exame de corpo de delito. Por enquanto, a família descarta uma ação judicial contra a professora. Um novo corpo de delito foi feito nesta quinta-feira (10).

Agressão será apurada

Em nota, a Diretoria Regional de Ensino de Piracicaba, através da Secretaria de Educação estadual, informaram "que estão à disposição dos pais do aluno e que uma equipe de supervisores será encaminhada à escola para averiguar a denúncia e, se ocorrência for constatada, serão tomadas as providências em relação à docente, que já foi advertida sobre como lidar com situações de indisciplina em sala de aula".

A diretoria informou também que "repudia qualquer ato de violência e que todas as unidades desenvolvem, em conjunto com as comunidades escolares, ações de prevenção e combate a conflitos".

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