Segundo o documento, o garoto teve ferimentos na testa depois de ter sido empurrado pela docente e bater a cabeça na parede. Houve corte e sangramento no local.
Segundo o jovem que cursa o 8º ano do ensino fundamental, ele estava com os amigos fora da sala de aula brincando com um avião de papel, quando a professora de história percebeu a movimentação e pediu para que o grupo entrasse. Com a demora do jovem para entrar na sala, a docente pegou o aluno pelo braço, o puxou para dentro da sala e o empurrado em direção à carteira. Neste momento, ele teria batido a cabeça contra a parede. Em seguida, o jovem percebeu que havia um galo em sua testa e que o local estava sangrando.
O garoto ainda conta que pediu para a professora para sair da sala, mas ela não autorizou. Mesmo sem a autorização, ele deixou o local e foi à diretoria contar o que aconteceu. Após a reclamação, a professora foi chamada ao local, mas negou o fato e disse à diretora que o adolescente havia inventado a história.
Garoto não quer mais ir à escola
De acordo com a avó do estudante, Luiziânia Magalhães, os alunos da sala foram chamados à direção e um deles confirmou o acontecimento. Ela ainda relata que o neto não é mal-educado, nem respondão, mas é um pouco bagunceiro. Ela admite que o neto está errado em fazer bagunça, mas não aceita o fato do estudante ter sido agredido.
Como o aluno não quer mais ter aulas com a professora que o agrediu, a família quer transferir o garoto para outra escola. Ele faltou da escola nos últimos dois dias. A avó do garoto disse que ele não quer voltar para a aula, e vão respeitar a decisão dele.
Ela também contou que, logo após o ocorrido, ele foi levado ao pronto-socorro pelo familiares, passou por exame e foi liberado. Além disso, ele passou por exame de corpo de delito. Por enquanto, a família descarta uma ação judicial contra a professora. Um novo corpo de delito foi feito nesta quinta-feira (10).
Agressão será apurada
Em nota, a Diretoria Regional de Ensino de Piracicaba, através da Secretaria de Educação estadual, informaram "que estão à disposição dos pais do aluno e que uma equipe de supervisores será encaminhada à escola para averiguar a denúncia e, se ocorrência for constatada, serão tomadas as providências em relação à docente, que já foi advertida sobre como lidar com situações de indisciplina em sala de aula".
A diretoria informou também que "repudia qualquer ato de violência e que todas as unidades desenvolvem, em conjunto com as comunidades escolares, ações de prevenção e combate a conflitos".
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