Segundo Silva, o produto foi levado para a escola por uma aluna de 14 anos, estudante do 9° ano. A confusão começou depois que ela mostrou o frasco para colegas de turma e um menino da mesma idade, pegou o produto e espirrou o gás. As jovens internadas estavam em outra sala, mas como são alérgicas passaram mal. “Todos os alunos foram retirados das salas até que o efeito do gás de pimenta passasse completamente. Os estudantes ficaram mais de 30 minutos fora da escola e depois retomamos as aulas”, detalha o diretor.
Para a direção da escola Marcelino Champagnat, a aluna disse que comprou o produto no camelódromo de Londrina por R$ 35. “O gás de pimenta seria usado por ela como instrumento de defesa pessoal, caso alguma coisa viesse a acontecer no caminho entre a escola e a casa dela”, explica Claudecir Silva. “No entanto, ela não pensou em nenhum momento sobre a gravidade e o perigo desse produto”, acrescenta.
Professores e o diretor da escola conversaram com os alunos nesta sexta-feira sobre o que aconteceu na noite anterior e também falaram da gravidade de se ministrar esse tipo de produto. O colégio ainda vai reunir os pais dos estudantes para uma conversa sobre o tema. “É um produto perigoso, os efeitos podem durar mais de dez minutos para passar e ninguém sabe qual é a origem dele. Nós não sabemos inclusive se algum órgão de segurança está fiscalizando a venda desses sprays no comércio. Não podemos facilitar”, argumenta Claudecir Almeida da Silva.
Nenhum comentário:
Postar um comentário