“É um objeto não identificado. Tem um equipamento eletrônico todo escrito em inglês. Não sabemos se é um pedaço de satélite, ninguém sabe o que é. A gente acionou a inteligência da Segup (Secretaria de Segurança Pública) e está aguardando a visita técnica para analisar o objeto”, afirmou o Major Góes, comandante do quartel de Salinas.
Nos destroços está escrito que a carcaça pertenceria à Agência Espacial Britânica, mas a informação não foi oficialmente confirmada.
A autônoma Marilena Silva, 31 anos, moradora de Salinas, foi até o local conferir o objeto não identificado. "A peça foi encontrada por um pescador. No domingo de manhã fui até lá e fiz umas fotos, parece um pedaço de avião ou foguete", conta Marilena.
O sítio onde o material foi encontrado fica a 175 quilômetros do centro de Salinópolis. “Quem achou mesmo foi o meu vizinho, que mora ao lado do terreno. Ele foi pescar em um braço de rio e o anzol engatou na estrutura. Ele achou na sexta-feira (25) e foram cerca de sete homens para tirar ele de dentro do rio e deixar na beira. É bem grande, mais ou menos do tamanho de um carro”, afirma Gilson dos Santos, dono do terreno.
“Nós comunicamos a rádio local e uma emissora de TV, mas ninguém se incomodou, nem Polícia Militar nem os Bombeiros, acharam que fosse mentira”, conta ainda Gilson. “Ontem (28) que a PM e os Bombeiros foram lá e isolaram a peça. Como é uma peça grande e tem muito abelhudo, puxaram mais para cima e amarram para a maré não levar”, relata o dono do terreno.
O G1 enviou imagens do destroço à Agência Espacial Britânica (UK Space Agency), que confirmou tratarem-se de pedaços do foguete Ariane 5 ECA, que levou ao espaço, em julho de 2013, o satélite Alphasat – o maior e mais sofisticado equipamento de telecomunicações da Europa
Ainda segundo a agência, a peça teria caído no Atlântico e, em seguida, "flutuado para o interior". (Redação G1 / Foto: Tarso Sarraf/ O Liberal)
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