Mais de 50 mandados de busca e apreensão em residências, empresas e na sede da prefeitura são realizados. Entre os presos estão, além do prefeito e de seus dois filhos, secretários municipais, três vereadores, empresários e o responsável pelo setor de licitações da prefeitura, segundo o Gaeco.
Em nota divulgada, o MP informou inicialmente que foram expedidos 22 mandados de prisão, mas, segundo o coordenador do Gaeco, Leonir Batisti, o número correto é de 18 mandados. O texto também informou que, além de São Jerônimo da Serra, os mandados estão sendo cumpridos em Santa Cecília do Pavão, Maringá, São Sebastião da Amoreira, Fazenda Rio Grande, Pinhalão, Nova Santa Bárbara e Mandirituba.
Segundo o promotor Claudio Esteves, a suspeita é de que empresários locais eram cooptados por integrantes da prefeitura para emitirem notas frias de serviços que não eram efetivamente prestados ao município. "Essas notas eram utilizadas para acobertar um desvio de dinheiro público que acabava parando nas mãos dos envolvidos", diz.
Esteves detalha ainda que há suspeita de fraude em licitações. "É um dos crimes que está sob investigação, tanto pelo direcionamento quanto pelo eventual superfaturamento. O que temos é que pessoas (os suspeitos) utilizavam os contratos que o município fazia com fornecedores para direcionar uma parte do que era adquirido para particulares. Isso era feito através de notas fiscais ou outros documentos que acobertavam esses desvios", explica.
O promotor aponta que o prefeito é um dos suspeitos de chefiar o esquema. "A chefia dessa organização não está devidamente identificada. A família do prefeito está sob investigação justamente porque parece ser o núcleo do qual irradiam as ordens para (as ações ilegais) que essas situações aconteçam. Estamos apurando exatamente isso", diz Esteves.
Sobre a participação de vereadores no caso, as investigações apontam que os legisladores recebiam vantagens para fazer parte da base aliada do prefeito. "Há a suspeita de uma eventual corrupção praticada. É uma suspeita que precisa ser averiguada", informa o promotor.
A suposta quantia desviada ainda não pode ser apurada, conforme Esteves. O promotor explicou que isso será feito após a análise do material apreendido durante a operação. "Dependemos da apreensão dos documentos e de uma auditoria muito severa nesses contratos e, sobretudo, na execução dos contratos com a prestação de serviços e dos insumos adquiridos pelo município", afirma. (Redação G1 PR / Imagens: Reporudção RPCTV)
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