quarta-feira, 10 de setembro de 2014

'Penso todos os dias nisso', diz professora esfaqueada

A professora Ana Paula da Costa, de 37 anos, que levou 16 facadas de um estudante dentro da sala de aula, afirmou na terça-feira (9) que não sabe se conseguirá voltar a lecionar. “Eu penso todos os dias nisso, desde a hora que eu acordo. Eu falo para o meu marido: e agora? O que eu vou fazer? Vou dar conta de novo? Como vai ser? Eu não sei. É uma pergunta que eu não tenho resposta ainda”.

O crime aconteceu na quinta-feira (4) em Piraquara, na Região Metropolitana de Curitiba. Dois dias depois, a professora recebeu alta do Hospital Angelina Caron, em Campina Grande do Sul, para onde foi levada. Ela saiu caminhando da unidade hospitalar e foi levada para casa pelo marido. Uma das facadas atingiu o pulmão da professora. Agora, ela observa a recuperação para ver se precisará ou não passar por uma cirurgia. Depois do susto, Ana Paula agradece por ter sobrevivido.

De acordo com a professora, a turma estava tranquila, e a agressão ocorreu no final da aula. Quando questiona sobre os motivos, Ana Paula disse que acredita que tenha sido a decisão de chamar os pais do estudante que a atacou para uma reunião na escola.

“O que a gente pensa que pode ter ocorrido foi a tal reunião pedagógica que nós fizemos, os educadores e as pedagogas, convocando os pais de determinados alunos - de vários alunos de dentro da sala, no geral. Talvez isso pode ter ocasionado”, lembrou a professora.

O adolescente, que atacou a professora, foi apreendido horas depois. Ele tem 15 anos e foi levado para a delegacida de Piraquara ainda na quinta-feira (4). Na segunda-feira (8), ele foi encaminhado para A Vara de Infância, Juventude, Família e anexos, que não informa onde o adolescente está.

Na sexta-feira (5), o aluno prestou depoimento ao delegado Guilherme Fagundes, que cuida do caso. Segundo o delegado, o jovem disse que ão se arrepende do que fez.“Não demonstrou arrependimento a respeito do fato. Pelo contrário, até tentou se justificar, como se essa conduta fosse passível de justificação”, afirmou. Conforme Fagundes, o  adolescente apresentava frieza durante o depoimento.

Desde quinta-feira o adolescente está apreendido na delegacia. No dia do crime, ele fugiu pulando os muros pela vizinhança da escola, mas foi apreendido pela Polícia Militar, cerca de duas horas depois. (Redação G1 PR / Imagem: reprodução RPCTV)

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