quarta-feira, 19 de novembro de 2014

Gerente de posto é preso pela segunda vez pelo Gaeco em Maringá

Uma operação do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) e do Instituto de Pesos e Medidas (Ipem), ontem de segunda feira (17), resultou na prisão do gerente de um posto da Rede Juninho, localizado na Avenida Colombo em Maringá. O motivo é que a quantidade de combustível liberada por uma das bombas era menor do que a cobrada.

"Foi constatada uma divergência na vazão. O consumidor recebia menos combustível do que pagava. A diferença constatada foi de 2,3%, o que ocasionava ao cliente uma perda de 460 mililitros para cada 20 litros", explicou o delegado do Gaeco, Elmano Ciriaco. O gerente foi preso e autuado em flagrante por crime contra as relações de consumo. A pena varia de dois a cinco anos de detenção. A bomba de combustível que apresentou o problema foi lacrada pelos fiscais.

É a segunda vez que o Gaeco e o Ipem constatam a irregularidade no posto. Em maio do ano passado, o mesmo gerente foi preso pela prática do mesmo crime. À época foi constatada uma diferença ainda maior. A perda, para um abastecimento de 20 litros, chegava a 1,5 litros.

"Temos evidências suficientes de que não é defeito, mas uma prática para enganar o consumidor", afirmou o promotor do Gaeco, Laércio Januário de Almeida. Após a prisão, os fiscais do Ipem e os policiais do Gaeco verificaram outros dois postos com suspeitas de irregularidades, mas não foram encontradas outras bombas com problemas.

O advogado da Rede Juninho de Postos, Paulo Roberto Luviseti, afirmou que houve um problema mecânico no bloco medidor do equipamento. "Vamos fazer uma perícia no bloco medidor para entender porque houve problema na vazão na bomba. Enquanto fazemos a perícia, a bomba vai ficar paralisada", diz.

Em relação ao flagrante registrado no ano passado, Luviseti afirmou que o problema foi resolvido com a troca do equipamento. "Como é mecânico, dá problema mesmo. É uma situação complexa, pois fazemos aferições constantes e realmente dá problema", justificou.



FIANÇA

57 mil reais é o valor da fiança arbitrada contra o gerente do posto de combustível para que possa responder as acusações em liberdade. (Redação e foto: O Diário)

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