Ela estava sendo ameaçada de morte e já tinha registrado dez boletins de ocorrência. O suspeito é um dos advogados da família que teria sido contratado para fazer o inventário do falecido marido de Marisa, dono de vários imóveis na região. O filho do casal, de 20 anos, foi morto em um assalto em 2010.
O crime aconteceu por volta das 20h30 na Rua Emma Rohrsetzer, no bairro Pineville. A mulher foi surpreendida por cerca de três homens em duas motocicletas e um veículo Celta. Os atiradores a chamaram pelo nome e efetuaram dois disparos de arma de fogo na região da cabeça de Marisa. Ela morreu na hora e o filho dela se desesperou ao ver a mãe morta.
Em maio desse ano, de acordo com a Polícia Militar, Marisa recebeu em casa uma caixa que continha artefatos explosivos. Ela teria desconfiado do remetente e acionou a polícia, que apreendeu a caixa e confirmou após análises que o objetivo seria um artefato perigoso. Marisa já teria sido alvo de outro atentado, ano passado, quando voltava para casa. O carro em que estava, um Peugeot, foi alvejado por disparos de arma de fogo, mas ela conseguiu se livrar, sem ser atingida.
Desde o fim do ano passado até outubro, Marisa já tinha realizado dez boletins de ocorrência por ameaças e um por extorsão. As agressões psicológicas teriam começado anos após o falecimento do marido, Ernesto Stachewski.
Os bens de Ernesto foram para os dois filhos, já que o casamento com Marisa aconteceu em regime parcial de bens. A primeira tragédia aconteceu, em março de 2010, com o filho mais novo, o estudante Jayamondd Navochale Von Stachewsky, 20 anos, executado a tiros próximo a Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUCPR). Ele voltava para casa e foi morto com tiros na barriga e no braço. Na época, a informação era que o jovem teria sido vítima de um latrocínio, roubo seguido de morte.
Após a morte do filho mais novo do casal, parte da herança do herdeiro Jayamondd, solteiro e sem filhos, passou a ser destinada à sua mãe Marisa. Os boletins de ocorrência registrados pela vítima colocavam como suspeito um dos advogados que cuidava desses trâmites legais do inventário dos bens da família.
Entre as idas à polícia, um registro de extorsão no valor de quase R$ 6 milhões, na Delegacia de Estelionato e Desvio de Carga (DEDC). O acusado dos boletins de ocorrência, de acordo com a polícia, tem passagem por porte ilegal de munições.
O caso está sendo investigado pela Delegacia de Pinhais. (Redação Banda B)
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