Os populares carregavam uma faixa e um quadro com duas fotografias do garoto. Familiares do menino se emocionavam falando do acidente e da falta de segurança do local.
O Sargento Gonçalves, mais conhecido como Titi, do Comando da Polícia Militar de Cornélio Procópio, que reside no município foi acionado para tentar conter o protesto. Ele entrou em contato com o Ministério Público e com a Prefeitura Municipal, visto que os protestantes exigiam a presença do prefeito Nilson Xavier.
Três mulheres representando o grupo foram encaminhadas até a prefeitura para negociar as melhorias. Elas foram seguidas pela população que ao chegarem ao local começaram a gritar: “Queremos o prefeito! prefeito sai pra fora!”.
Nilson Xavier, prontamente atendeu os manifestantes e pediu que grupos de cinco pessoas entrassem na prefeitura para iniciarem um conversa amigável.
Uma pessoa foi impedia de entrar e foi ofendida pelo prefeito que disse: “você é um vagabundo, sem vergonha” para o protestante.
Questionado sobre tal atitude, Nilson Xavier alegou que rapaz impedido de entrar é um perseguidor de sua pessoa e que gosta de arrumar confusão, sendo que foi mandado ali por outras pessoas das quais o mesmo não referiu nome, para ofender e agredir a sua.
O prefeito ainda afirmou que o cidadão não é morador de nenhuma das vilas, apenas estava participando do protesto, então não haveria razão para ele participar da reunião.
O prefeito recebeu os manifestantes e respondeu aos questionamentos informando que quanto à rodovia, não há o que o município fazer, apenas requerer junto ao D.E.R. (Departamento de Estradas e Rodagens), alguma medida e prometeu que dentro de 60 dias algo será feito, salientando que não depende dele e sim o DER.
Aproveitando a oportunidade, os manifestantes discutiram outras questões quanto ao local onde moram com o prefeito, como estradas, lixo, ponto de ônibus escolar das crianças entre outros.
Nilson Xavier prometeu que dentro da sua gestão ele irá asfaltar a vila, não apenas jogar pedras, mais afirmou que a prefeitura está sem dinheiro em cofre para dar continuidade às obras.
A reunião foi tranquila, apesar da revolta e dos ânimos alterados, chegando a um acordo junto à administração pública, encerrando o protesto por volta das 11h30. (Redação e fotos: Henrique Ap. da Silva para o Jornal Folha Fatimense)
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