De acordo com Alexandre Rossi Paschoal, professor da universidade, o objetivo é ensinar os jovens a criarem jogos digitais e usar este conhecimento como ferramenta para auxiliá-los na busca por um futuro melhor. "É um projeto novo que vai começar no dia 12 de janeiro. O foco é usar novas tecnologias para criação de jogos, os alunos terão contato com tablets, celulares, impressora 3D e vão aprender técnicas de jogos, modelagem 3D e outros elementos necessários para trabalhar nessa área", explica Paschoal. O professor acrescenta que o projeto envolve quatro módulos, tem duração de um ano e vai possibilitar que o aluno adquira conhecimentos básicos e intermediários sobre a produção de jogos digitais. "Ao concluírem os módulos, os alunos beneficiados pelo projeto irão repassar esse conhecimento em oficinas nas escolas públicas da região."
A compra dos equipamentos necessários para o aprendizado dos alunos será subsidiada pelo projeto Criança Esperança. Os R$ 42.377,00 recebidos serão usados também para pagar bolsas a estudantes da UTFPR que serão monitores dos 50 jovens assistidos pelo projeto. "Optamos por fazer um trabalho envolvendo jogos porque já trabalhamos com isso no laboratório da universidade com os alunos de graduação e percebemos que é um caminho que pode ser seguido", destaca. Conforme ele, o objetivo do projeto é também despertar o interesse dos jovens pelo estudo e pela formação profissional.
A temática dos jogos não envolve violência e agressão. Paschoal afirma que o objetivo é trabalhar com temas ambientais e sociais, justamente para desestimular a agressividade. "Uma parte dos alunos beneficiados pelo projeto já tiveram conflito com a lei e estão cumprindo medidas socioeducativas, a nossa proposta é resgatar esses jovens que estão à margem da sociedade e mostrar um caminho diferente para eles", complementa. O professor salienta que o Brasil é o quarto mercado mundial de jogos e que há demanda por profissionais inclusive na região de Cornélio Procópio e Londrina onde há várias empresas estão trabalhando nesta área. (Redação Michelle Aligleri para a Folha de Londrina)
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