sexta-feira, 13 de março de 2015

Servidores do HU também suspendem greve em Londrina

Arquivo BondeOs servidores técnicos do Hospital Universitário (HU) de Londrina decidiram suspender a greve em assembleia realizada no início da tarde desta quinta-feira (12). Os técnicos da UEL já haviam aprovado a suspensão da paralisação em assembleia realizada pela manhã. Os funcionários, tanto do HU como da universidade, paralisaram os serviços por quase um mês devido ao chamado "pacotaço" do Governo do Estado. Na assembleia da tarde, 179 servidores votaram a favor da suspensão, 13 votaram pela manutenção da greve e um deles se absteve. 

Vale lembrar que os profissionais suspenderam e não finalizaram a greve. "Caso tomemos conhecimento de que o governo não vai cumprir com os compromissos firmados, chamamos a categoria para aprovar, novamente, a paralisação. O estado de greve será mantido", garantiu Marcelo Seabra, presidente da Assuel Sindicato, que representa os servidores técnicos da Universidade Estadual de Londrina. 

De acordo com ele, os serviços vão ser retomados no HU e em diversos órgãos mantidos pela UEL entre hoje e a próxima segunda-feira (16). "Servidores que trabalham no pronto-socorro do Hospital Universitário já vão voltar aos trabalhos no próximo turno. Já o HC (Hospital das Clínicas) e a creche mantida pela universidade devem passar por limpeza antes de serem reativados", listou o sindicalista. 

Órgãos como a Casa de Cultura, o Bebê Clínica e a clínica odontológica também devem ser reabertos ao público até a próxima segunda-feira. 

"Conquista" 

Na avaliação de Seabra, a greve geral dos servidores estaduais fez com que o Governo do Estado voltasse atrás em diversas intenções que, de acordo com ele, iriam acabar com direitos trabalhistas adquiridos pelo funcionalismo no decorrer das últimas décadas. O principal recuo, conforme o sindicalista, envolve o Paranaprevidência. "O poder público se comprometeu a não mexer no nosso fundo previdenciário e isso significa segurança não só aos servidores já aposentados, mas também aos funcionários que ainda vão se aposentar", ressaltou. 

Seabra também ressaltou a importância de a Assembleia Legislativa do Paraná (Alep) ter "enterrado" o chamado tratoraço e de o Governo do Estado ter aberto as contas ao povo paranaense. "A nossa greve ajudou a democratizar mais o estado. Foi a nossa maior conquista", observou. 

Confira os compromissos assumidos pelo governo com os servidores da UEL: 

1- Pagamento do terço de férias: governo se comprometeu a pagar em parcela única o terço de férias em 31 de março. 
2- Manutenção do Adicional do Tempo de Serviço (quinquênio e anuênio): governo retirou a proposta da Assembleia Legislativa e disse que não vai mais encaminhá-la. 
3 - Paranaprevidência: governo retirou o projeto de fusão dos fundos do Paranaprevidencia da Assembleia e estabeleceu um calendário de debates com a APP Sindicato, que será acompanhado pelo conjunto do funcionalismo. O governo se comprometeu a não mexer no assunto até 31 de março. 
4 - Meta 4: a UEL foi retirada da lista das instituições que vão entrar no META 4, programa de gerenciamento que tira a autonomia das universidades. 

5 - Decreto 456: o governo publicou ontem a revogação do decreto 456, que criou a comissão para debater a proposta de autonomia para as universidades no prazo de 180 dias.

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