O transporte dos trabalhadores, fornecido pela empresa pela distância da fábrica em relação às residências, também não era computado na jornada, o que é irregular. A JBS também desrespeitava o descanso interjornada de 11 horas consecutivas, o descanso semanal remunerado de 24h e o repouso para descanso de trabalhadores que operam em ambientes artificialmente frios.
Normas de saúde e segurança do trabalho também não eram observadas. Havia risco de queda de altura e a empresa não disponibilizava todos os Equipamentos de Proteção Individual (EPI) necessários. Não havia dispositivos de emergência para a interrupção de movimentos perigosos em todas as máquinas e nem alarme para casos de vazamento de amônia dentro da unidade produtiva. O Ministério do Trabalho também solicitou esforços para a redução de ruído.
Até o final da manhã desta sexta, três setores estavam interditados quase na totalidade: congelamento, mercado interno e setor de temperados. O abate estava funcionando com metade da capacidade.
Na quarta-feira (13), 51 máquinas foram interditadas, causando queda de 43% na produção do frigorífico. O Ministério Público do Trabalho entregou à empresa 75 autos de infração, com a promessa de que as irregularidades sejam solucionadas.
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