sábado, 16 de maio de 2015

Lei da “tolerância zero” pode ser implantada em Santa Mariana

Um assunto polêmico e cheio de interpretações está sendo veiculado na imprensa do município de Santa Mariana (12 Km de Cornélio Procópio) e discutido entre vereadores e departamento jurídico da casa, sobre a implantação da Lei da “tolerância zero” na cidade.

Tal Lei já está em funcionamento há muito tempo em municípios da região, como em Cornélio Procópio e Ibaiti, por exemplo. Na época, o então delegado de polícia Alysson foi quem implantou a ideia e lançou a discussão junto aos procopenses. No início muita resistência, mas com o passar do tempo, a comunidade mudou a maneira de pensar, tendo em vista inúmeros benefícios gerados pela ação.

O objetivo, segundo as autoridades, não é cercear o direito de indivíduos a ‘ouvir um som’ ou ‘curtir a música preferida’, mas sim incentivar o respeito mútuo. “Caso implantada a Lei aqui em nosso município tenho certeza que todos serão beneficiados. O objetivo não é punir ou ‘pegar no pé’ do cidadão, e sim reeducar a sociedade. Temos muitos idosos, crianças, acamados e pais de família que trabalham até mesmo em finais de semana até tarde da noite e que necessitam do descanso merecido. A Lei deve valer para o município todo, e não apenas a pontos específicos como igrejas, templos, hospitais e escolas. A Lei é para todos. Uma sociedade sem Lei, não funciona”, destacou o sargento Silas, comandante da Polícia Militar local.

Ricardo Alexandre Guimarães é pastor evangélico da igreja Assembleia de Deus. Ele também apoia a implantação da regra. “Há dias que ‘passo apurado’ lá na minha igreja. Algumas pessoas não respeitam nem mesmo o horário de nossos cultos. Sou favorável a uma Lei que oriente esses indivíduos. Caso haja excesso, deve sim haver punição, mas sempre lembrando: uma ação voltada à reeducação”, complementa.

Augustinho Lázaro Espilgolone é o pároco do município. Para ele, tal Lei é de fundamental importância. “Não queremos radicalizar, é claro. Precisamos apenas que as pessoas se conscientizem que a perturbação de sossego é crime; isso em qualquer lugar da cidade, dias de semana letivos ou feriados. A regra deve valer para todos os dias da semana, vinte e quatro horas por dia”, disse.

Vale lembrar que no último sábado (09), foi preciso interromper a celebração em razão de uma carreata que passava bem ao lado da Igreja Matriz. Música alta e rojões eram ouvidos a todo instante, interrompendo as palavras do sacerdote.

Já o vereador Biro Biro relata que tal proposta já está sendo analisada pela Câmara de vereadores. “Acredito que dentro de um mês essa Lei poderá ser votada. O advogado da Câmara já está com todos os papéis. Queremos o bem de nossa gente. O respeito é fundamental para construirmos uma sociedade mais digna e justa”, explicou.

O repórter Paulo Bueno, jornalista da Rádio AM 1490 e secretário do CONSEG (Conselho de Segurança) de Cornélio Procópio argumenta que para os procopenses a Lei está sendo de grande valia. “Mesmo com muitas críticas a cidade veio a se acostumar com a regra. Digo que a Lei hoje para Cornélio é muito boa. São exemplos que devem ser copiados pelos demais municípios de nossa região”, destaca.

O município de Santa Mariana não conta ainda com um espaço para a realização de campeonatos de som. Muitas são as equipes que participam legalmente desses encontros. A Lei beneficiará também esses jovens, pois continuarão a ter os seus direitos garantidos.

O campeonato de som, de modo geral, é um esporte e deve ser valorizado. Caso vigore tal Lei, veículos que realizam anúncios de rua e vendedores ambulantes também terão de se adequar a Lei e seus limites. Sem dúvida alguma, todos saem ganhando. (Informações de Henrique Alberini)

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