quinta-feira, 21 de maio de 2015

Médico é condenado a 37 anos de prisão por abuso sexual de pacientes no Paraná

A Vara Criminal de Marmeleiro, no sudoeste do Paraná, condenou a 37 anos e 20 dias de prisão o médico Carlos Horácio Pontes Borges. O profissional foi denunciado pelo Ministério Público do Paraná (MP-PR) por abusar sexualmente de pacientes. Além da prisão, o médico também deverá indenizar cinco vítimas.

O médico está preso desde o dia 10 de março deste ano. Atualmente ele está detido no Centro de Detenção e Ressocialização (CDR) de Francisco Beltrão, cidade vizinha. Segundo o MP-PR, quatro vítimas afirmaram que foram abusadas sexualmente pelo profissional e que ele as fazia  acreditar que o ato se tratava de um procedimento necessário para a realização de exames clínicos.

Em 2009, Borges havia sido notificado pelo Conselho Regional de Medicina do Paraná (CRM-PR) por atentado violento ao pudor, como ficou constatado durante a investigação do MP-PR.

Ainda de acordo com o MP-PR, no consultório do profissional, havia câmeras no banheiro e espelhos na sala onde eram realizados exames ginecológicos. Os espelhos eram colocados em posições que permitiam ao médico observar as vítimas em vários ângulos.

O advogado de Borges, Maurício Ghettino afirmou que vai recorrer da decisão.

Outras duas vítimas afirmaram ao MP-PR que o médico também teria cobrado por exames de ultrassom que são oferecidos gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS).

Conforme o órgão, a namorada de Borges e outras duas pessoas chegaram a ser presas por suspeita de tentar intimidar vítimas e testemunhas do processo. Durante o mandado de busca e prisão, armas e celulares foram apreendidos.

Duas testemunhas do caso também são suspeitas de mentir em juízo. O MP-PR denunciou e pediu a prisão preventiva de uma delas. Com relação a outra, foi instaurado procedimento de investigação criminal para apurar a suspeita.

O MP-PR investiga ainda a forma de contratação de Borges pela Prefeitura de Renascença. Segundo o órgão, durante as investigações foram levantadas provas que colocam em suspeita a contratação do médico para atuar em um posto de saúde do município.

O secretário de Saúde de Renascença, Giovani Senatti disse que entrou todos os documentos solicitados pelo MP-PR e que não vai comentar o caso. (Redação G1 PR)

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