Souza contou aos promotores que o dinheiro era entregue ao ex-inspetor geral da Receita, Márcio Albuquerque de Lima, que, por sua vez, repassava o montante ao empresário Luiz Abi, considerado pelo MP o "verdadeiro gestor político" do órgão estadual. De acordo com o delator, Abi, que é primo do governador, teria intermediado o repasse de valores do esquema para a campanha de Richa.
Luiz Abi teve a prisão preventiva decretada pela Justiça na segunda fase da Operação Publicano, mas seguia desaparecido até o início da tarde desta quinta-feira. Já o PSDB informou, em nota, que jamais utilizou dinheiro ilícito para custear a campanha de Richa à reeleição. Os valores recebidos, de acordo com o partido, foram todos declarados e comprovados na Justiça Eleitoral. A legenda esclareceu, também, que Abi não fazia parte do comitê do governador e, por isso, não teve a competência de trabalhar na captação de recursos para a campanha.
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