De acordo com a porta-voz do 15º Batalhão da Polícia Militar de Rolândia, tenente Janine Luana Oliveira Luz, as primeiras equipes se deslocaram à região por volta das 9 horas. Diante da orientação, os policiais apenas acompanharam a movimentação no aguardo de uma decisão judicial. Segundo a tenente, os policiais não tiveram acesso a toda área pelo terreno ser de difícil trânsito.
O baixo campo de visão impediu uma contagem precisa, mas a PM estima que 300 pessoas estejam concentradas na Fazenda Tabapuã, o dobro do contingente anterior da mais recente invasão. Os policiais também conseguiram contar 15 tratores usados na derrubada da cana. "Os policiais preferiram evitar a aproximação diante do clima de baixa receptividade. Depois de um tempo, um homem informou que o grupo fazia parte do Movimento Dois de Dezembro", contou.
A reportagem tentou contato mas não encontrou dados sobre representantes do movimento. A diretoria da Federação dos Trabalhadores na Agricultura do Estado do Paraná (Fetaep) informou desconhecer o movimento e disse que os invasores não têm ligação com a Fetaep, braço da Confederação Nacional dos Trabalhadores na Agricultura (Contag) no Estado. A Fetaep reafirmou que não apoia as ocupações, pois defende um processo de reforma agrária organizado.
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