sábado, 8 de agosto de 2015

BOMBA!!: Presidente da Câmara de Jacarezinho admite ter usado diárias para “comprar votos”

O presidente da Câmara de Vereadores de Jacarezinho, Valdir Maldonado (PDT), que ficou conhecido no estado após deixar a reunião do legislativo em um “camburão” da PM por se negar a discutir sobre a redução dos salários dos vereadores da cidade, em entrevista ao repórter Luiz Guilherme Bannwart da Tribuna do Vale, na quarta-feira (5), admitiu que utilizou “sobras” dos R$ 38,600 das diárias solicitadas em seu mandato para “comprar votos” com pagamento de contas e auxiliar moradores.

 O mais grave diante da denúncia gravada pelo repórter, é que o gestor jurídico da casa, Luiz Henrique Néia Giavina Bianchi, também admite no áudio que o caso pode ser interpretado como “compra de votos”.

Segundo a gravação, Maldonado admitiu ter “ajudado” os eleitores com pagamento de contas de água, luz e até cestas básicas. No áudio o vereador nega se tratar de compra de votos, mas sim ser um assistencialismo.

Bianchi alegou que a atitude é comum na Câmara de Jacarezinho.

“Estou pouco me ligando se retirei R$ 37 mil de diárias”. Em seguida, o parlamentar tentou se explicar, mas suas declarações só pioraram ainda mais a situação. “Esse dinheiro não está no meu bolso. Boa parte foi para eu ajudar as pessoas e o restante com gastos em cursos que realizei”, justificou.

 Ao ser questionado se as ‘sobras’ das diárias não deveriam ser devolvidas aos cofres públicos, Maldonado respondeu negativamente, que o valor de R$ 450 da diária “pertence ao vereador para ser usado como bem entender”.

Enquanto tentava explicar o uso do dinheiro público, o vereador foi interrompido pelo gestor jurídico da Câmara de Vereadores, que tentou justificar a ajuda dos parlamentares à população. “Vamos supor que do valor de uma diária sobra ‘duzentão’, ai vem uma pessoa e fala pro vereador: ‘paga a minha conta de luz?’ Então o vereador, como tem a sobra da diária, acaba pagando a conta para ajudar aquela pessoa. Entendeu?”, exemplificou o advogado.

 Maldonado negou que a prática seja compra de voto e categoricamente alegou ser assistencialismo. “Esses dias atrás chegou uma mulher aqui chorando dizendo que foi na prefeitura pedir cesta básica, mas não conseguiu os mantimentos porque já havia recebido o benefício neste mês, que portanto ela só poderia pegar outra cesta dentro de 60 dias. Poxa, a gente come todo dia! Acabei ajudando a moradora. É errado? Sei que é, mas...”, admitiu o presidente do Legislativo.

 Segundo o gestor jurídico da Câmara de Vereadores, “a realidade é a seguinte: hoje o vereador que não faz isso está fora! O eleitor vem aqui e pede para pagar sua conta de água, por exemplo. Se o vereador fala não, outro vai e paga, e você que tratou do eleitor o ano inteiro perde ele. Bom, já falamos de mais”, finalizou Bianchi.

Durante a gravação na entrevista ao repórter Luiz Guilherme, Maldonado faz acusações contra outros vereadores. Segundo ele, um dos vereadores gastou R$ 150 mil para se eleger, sugerindo compra de votos. Ele fala também de companheiros que acabaram endividados depois da política. O parlamentar acusa ainda uma vereadora da atual legislatura de ter usado a ‘máquina pública’ para se eleger. Antes de encerrar a entrevista, o parlamentar ainda ironizou. “Veja lá o que você vai escrever ai hein... Eu já estou na UTI! Você vai me ajudar a sair da UTI?”. (Redação Jivago França do Portal JNN, com informações de Luiz Guilherme Bannwart / Fotos: Reprodução RPC e NP Diário / Audio: Portal Tá No Site)

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