terça-feira, 18 de agosto de 2015

Estudante tem vida destruída após aparecer como garota de programa em cartazes

Do dia para a noite a vida da estudante Bruna Souza Brito, de 23 anos, virou, em suas palavras, “um pesadelo”. Isso aconteceu depois que um falso cartaz, oferecendo trabalhos de prostituição, ter sido colado em locais próximos à empresa em que trabalha em Pinheiros, São Paulo. Com foto e contatos da jovem, o falso anuncio tirou Bruna do eixo, obrigando-a a se afastar do trabalho e da faculdade por não conseguir sair de casa.

— Eu fico do quarto para cozinha, da cozinha para o quarto. Eu não consigo nem ter vontade de sair, é muito doloroso. Você não consegue ter vontade de fazer nada. Eu nem saio mais, minha mãe diz que a cama já tem até a minha marca — desabafou a jovem.

O pesadelo de Bruna começou em maio, quando ela passou a receber ligações de homens interessados nos serviços divulgados. Um desses supostos clientes avisou sobre o cartaz e a estudante tentou amenizar a situação, retirando os anúncios com a ajuda de amigos. Mas a estudante perdeu o controle da situação quando a imagem do falso cartaz passou a circular em redes sociais e no WhatsApp, há uma semana.

— Quando isso começou, eu ainda consegui trabalhar por umas duas semanas porque, até então, ninguém sabia. Foi depois das primeiras ligações que comecei a arrancar todos os cartazes, com ajuda de amigos do trabalho. O resto da empresa ficou sabendo do falso anúncio na semana passada, quando foi compartilhado na internet. O pessoal da minha faculdade também recebeu e eles entraram em desespero. Começaram a me ligar e mandar mensagens, porque eles sabem que eu não sou nada do que estava sendo anunciado ali.

A estudante acredita que a inveja dentro do ambiente de trabalho tenha motivado a criação do cartaz falso. Em menos de um ano, ela conta que ganhou destaque na empresa, virando garota-propaganda, e pelo serviço social que faz, desde os 14 anos, de ajuda a moradores de rua.

— Eu tinha quatro meses na empresa quando fiz uma viagem a trabalho para o Rio de Janeiro. Pouco depois, teve o caso de um morador de rua que eu ajudei a encontrar a família, que teve um certo destaque na mídia lá na Bahia. E, quando isso aconteceu, eu acredito que gerou uma certa inveja no meu local de trabalho. Eu procuro sempre fazer o bem mas, infelizmente, como me disseram, quando você faz o bem, acaba gerando inveja nas pessoas. — disse Bruna.

A 14ª DP (Pinheiros) está ouvindo testemunhas e enviou um ofício para as redes sociais. Segundo a assessoria de imprensa da Polícia Civil, não serão divulgados mais detalhes do caso para não interferir nas investigações. (Fonte: Jornal Extra)

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