O pesadelo de Bruna começou em maio, quando ela passou a receber ligações de homens interessados nos serviços divulgados. Um desses supostos clientes avisou sobre o cartaz e a estudante tentou amenizar a situação, retirando os anúncios com a ajuda de amigos. Mas a estudante perdeu o controle da situação quando a imagem do falso cartaz passou a circular em redes sociais e no WhatsApp, há uma semana.
— Quando isso começou, eu ainda consegui trabalhar por umas duas semanas porque, até então, ninguém sabia. Foi depois das primeiras ligações que comecei a arrancar todos os cartazes, com ajuda de amigos do trabalho. O resto da empresa ficou sabendo do falso anúncio na semana passada, quando foi compartilhado na internet. O pessoal da minha faculdade também recebeu e eles entraram em desespero. Começaram a me ligar e mandar mensagens, porque eles sabem que eu não sou nada do que estava sendo anunciado ali.
A estudante acredita que a inveja dentro do ambiente de trabalho tenha motivado a criação do cartaz falso. Em menos de um ano, ela conta que ganhou destaque na empresa, virando garota-propaganda, e pelo serviço social que faz, desde os 14 anos, de ajuda a moradores de rua.
— Eu tinha quatro meses na empresa quando fiz uma viagem a trabalho para o Rio de Janeiro. Pouco depois, teve o caso de um morador de rua que eu ajudei a encontrar a família, que teve um certo destaque na mídia lá na Bahia. E, quando isso aconteceu, eu acredito que gerou uma certa inveja no meu local de trabalho. Eu procuro sempre fazer o bem mas, infelizmente, como me disseram, quando você faz o bem, acaba gerando inveja nas pessoas. — disse Bruna.
A 14ª DP (Pinheiros) está ouvindo testemunhas e enviou um ofício para as redes sociais. Segundo a assessoria de imprensa da Polícia Civil, não serão divulgados mais detalhes do caso para não interferir nas investigações. (Fonte: Jornal Extra)
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