terça-feira, 11 de agosto de 2015
Publicanos" comemoram deslize de promotora
Aliados do governo do Estado começaram a “faturar” nas redes sociais com o acidente envolvendo a promotora Leila Shimiti, sábado, em Londrina. O ex-secretário de Segurança e deputado federal Fernando Francischini divulgou em seu perfil no Facebook vídeos do episódio, que foram gravados por populares com o celular.
Uso político II
Numa das postagens, Francischini escreve que “promotores de Londrina intervêm perante policial que prendeu promotora”. No vídeo aparece o procurador Cláudio Esteves, conversando com o policial. Esteves acompanhou o caso por determinação do Procurador Geral de Justiça, Gilberto Giacoia, chefe do Ministério Público no Paraná.
Revanche
Francischini foi denunciado pelo Ministério Público como responsável pelo “massacre” dos professores no Centro Cívico, em 29 de abril, junto com o governador Beto Richa (PSDB), o que ajuda, em parte, a explicar o clima de revanche nas postagens do ex-secretário.
Publicanos
O erro da promotora foi comemorado por “publicanos” e seus defensores – tanto jurídicos quanto políticos. Nas redes sociais houve quem usasse o deslize para tentar desmoralizar as operações Voldemort e Publicano, que atingem o empresário Luiz Abi Antoun, o “primeiro primo” de Richa.
Nada a ver
Um erro não justifica o outro. A promotora infringiu a lei por dirigir nas condições descritas no boletim de ocorrência – “com sinais de embriaguez”, o que ela não negou – e deve responder por isso. Assim como os “publicanos” devem responder pelos seus atos. A lei é para todos.
Desconfiança
É curioso que o fato de a imprensa ter noticiado o caso da promotora Leila Shimiti tenha sido encarado com surpresa. Nenhuma instituição está acima do bem e do mal ou imune a críticas, nem imprensa, nem MP. É assim que acontece nas democracias.
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