A ação foi distribuída para a 4ª Vara Federal de Londrina, sob responsabilidade do juiz Gilson Luiz Inácio. Segundo a entidade, o projeto e os recursos para a construção já estão liberados. A obra foi licitada, mas até hoje não teve início. A inauguração do complexo era prevista para dezembro de 2014.
Em 2014, a Subseção da OAB fez um levantamento e constatou que havia cerca de 900 presos ainda mantidos em delegacias de Polícia. "Solicitamos e conseguimos a liberação de recursos do Governo Federal. O projeto foi elaborado e licitado pela Secretaria de Segurança Pública do Paraná, mas, infelizmente, não avançou e por isso ingressamos com a ação civil pública, em nome da OAB-PR", explica.
Segundo ele, o terreno, ao lado da Penitenciária Estadual de Londrina, onde será construído o complexo, também está liberado. Os recursos do Governo Federal somam cerca de R$ 4 milhões.
"Se não agilizarmos as obras, perderemos esse dinheiro. E a situação em nossos presídios está muito grave e perigosa, podendo ocorrer rebeliões e fugas a qualquer momento. Por outro lado, a manutenção de presos em Delegacias de Polícia afeta toda a sociedade, pois retirar da polícia civil seu objetivo maior, que é a investigação de crimes, impondo a realização de serviço de guarda de presos, traz graves consequências a toda sociedade", comenta Mancini Junior.
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