A proposta feita pelos Correios em reunião de conciliação no Tribunal Superior do Trabalho (TST), em Brasília, na última sexta-feira (11), garante o pagamento de gratificação de R$ 150,00 a todos os funcionários até dezembro. Em janeiro de 2016, incorporação de R$ 100,00 ao salário e gratificação de R$ 50,00 até maio, quando outros R$ 50,00 serão incorporados às remunerações. Em agosto de 2016, novo aumento linear de R$ 50,00.
O diretor da subsede do Sintcom-PR em Londrina, Fabiano Batista Silvério, admite que a proposta representa, em média, reajuste condizente com os 12% pedidos pela categoria, mas não ficou satisfeito com os prazos. "É ruim porque adia em um ano o aumento que deveria ser concedido agora. Nossa data-base venceu em agosto passado, perderemos um ano com essa proposta", afirma.
Outro ponto que vinha travando a negociação é a mudança do sistema de funcionamento do plano de saúde oferecido pelos Correios. A empresa queria que os funcionários pagassem mensalidades de 13% do salário bruto, mas recuou após a resistência dos servidores. A questão foi retirada de pauta e será discutida em comissão paritária - formada por representantes da estatal e dos funcionários - a ser constituída em até 30 dias após a assinatura do novo acordo coletivo de trabalho (ACT).
Os Correios também irão conceder reajuste de 9,56% dos demais benefícios (vale-alimentação, vale-cesta, auxílio filho especial e auxílio creche/babá).
"Nós enquanto direção sindical não ficamos satisfeitos com o que foi proposto, mas a categoria viu como aceitável, diante da impossibilidade de surgir propostas melhores, e acabou acatando", disse Silvério.
Em Curitiba e Guarapuava, as categorias também acataram as propostas dos Correios e descartaram greve.
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