De acordo com o secretário geral do Sintcom-PR, Marcos Rogério Inocêncio, as propostas feitas pelos Correios até aqui estão aquém do desejado pelos servidores. "Já não tivemos reposição salarial no ano passado. Estamos pedindo 12% de reajuste, aumento linear de R$ 300,00 para todos os funcionários, e mais R$ 10,00 de vale-refeição [o benefício iria para R$ 40,00 mensais]", detalha.
A data-base venceu no começo de agosto. Uma das propostas feitas pela estatal prometia 3% de reajuste em setembro e 3% em janeiro, porcentagem abaixo da inflação medida pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), que registrou 9,55% entre agosto de 2014 e julho de 2015.
Outro ponto que vem travando as negociações é a mudança no plano de saúde oferecido pela empresa, atualmente gerenciado pela Postal Saúde. "A nova redação pretende cobrar 13% do salário bruto pelo plano de saúde. Nós não aceitamos isso. Em média, nossa categoria ganha muito pouco, algo em torno de R$ 1,1 mil. Com essa proposta, todos terão que pagar 13% do salário do mês para bancar o plano de saúde. A tarifa seria aplicada até sobre horas extras, adicionais de periculosidade e outros direitos conquistados", argumenta. Além disso, a nova forma de funcionamento da Postal Saúde impediria a inclusão dos pais dos funcionários. "Esse plano já está dando problemas em várias partes do Brasil e agora querem que os trabalhadores paguem a conta", afirma Inocêncio.
Uma audiência de conciliação entre os líderes sindicais e os representantes dos Correios está marcada para as 14h desta sexta-feira (11), no Tribunal Superior do Trabalho (TST), em Brasília. Para Inocêncio, é muito improvável o surgimento de uma proposta que consiga impedir a paralisação da categoria na próxima semana. "Além do problema do reajuste, estamos todos muito indignados com o que está acontecendo nos Correios. A categoria está insatisfeita com a crescente terceirização dos serviços e instalação de empresas privadas dentro do sistema", diz.
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