Os setores de almoxarifado, enfermaria, área de trabalho e estudo, consultório médico e odontológico ficaram destruídos. No entanto, segundo Cartaxo, a unidade segue funcionando normalmente, já que os blocos onde ficam os presos não sofreram danos consideráveis.
As galerias e pátios estão preservados. Há possibilidade de manter , se não todos, a grande maioria dos presos. A PEL deverá voltar, no mais curto espaço de tempo, às suas atividades normais", afirmou o diretor do Depen. Engenheiros ainda fazem levantamento dos prejuízos. Ainda não há decisão se o local passará por reforma emergencial usando recursos disponíveis ou por meio de licitação pública.
Transferências
Solicitação comum nas mais de 20 rebeliões registradas no Paraná em 2014, o pedido de transferência de presos não fez parte do motim em Londrina. Segundo Cartaxo, 25 presos foram transferidos por questões médicas ou de segurança. "Mais transferências, se acontecerem, serão para recuperação da unidade. Será temporária, até que a unidade recupere a capacidade total. Transferimos reféns, feridos, e presos que podem ser vítimas de outras ações violentas", pontuou.
Sobre a carta de reivindicações entregue pelos presos ao final da rebelião, o diretor do Depen afirmou que todos os itens serão atendidos. Ele afirmou que a única motivação do motim foi a tentativa de fuga em massa. Dos três presos que escaparam, apenas um foi recapturado até o momento.
Cartaxo confirmou que existem indícios de ordem partindo do Primeiro Comando da Capital (PCC), facção criminosa de São Paulo, para a efetivação da rebelião. Ele garantiu que os líderes do movimento foram identificados e serão responsabilizados no inquérito policial por "graves crimes praticados" como dano ao patrimônio público e tentativa de homicídio.
A rebelião terminou com oito feridos, sendo um em estado grave, que segue internado no Hospital Universitário (HU) após sofrer uma parada cardiorrespiratória.
A PEL II tem capacidade para 1.086 presos, e abrigava 1.150 no momento da rebelião.
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