sexta-feira, 16 de outubro de 2015

Gaeco identifica reajustes indevidos e sonegação fiscal em postos de Londrina

Fotos PúblicasO Grupo de Atuação Especial e Combate ao Crime Organizado (Gaeco) continua a fiscalizar os postos de combustíveis de Londrina nesta quinta-feira (15). A operação, que teve início na manhã de quarta (14), apura a denúncia de que os estabelecimentos estariam alinhando os valores cobrados do consumidor (cartel) e praticando preços abusivos na cidade. Procurado pelo Bonde, o delegado do Gaeco, Alan Flore, preferiu não informar quantos estabelecimentos já foram autuados. Ele disse, apenas, que a operação já conseguiu comprovar que alguns postos promoveram reajustes indevidos no final do mês passado, logo após a Petrobras anunciar que o preço da gasolina iria subir 6% nas refinarias. "Os empresários aumentaram os valores de imediato, antes de precisarem comprar o combustível reajustado nas distribuidora. Isso caracteriza abuso, e vamos trabalhar para que os envolvidos sejam responsabilizados tanto no âmbito administrativo como no criminal", destacou.

Levantamento feito pelo Bonde no último dia 30 já havia mostrado que pelo menos cinco estabelecimentos de Londrina e região subiram o preço do litro da gasolina em até R$ 0,20 de um dia para o outro. O combustível, que custava R$ 3,39 em 29 de setembro, passou a valer R$ 3,59 no último dia daquele mês.

Outra prática já identificada pela operação, conforme Flore, é a sonegação fiscal. "A gasolina não permite a prática porque é tributada na própria refinaria, mas há diversos indícios relacionados ao etanol", completou.

A iniciativa está sendo realizada por Gaeco, Promotoria de Defesa do Consumidor, Instituto de Pesos e Medidas (Ipem) do Paraná e Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP).

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